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Aquisição de novos equipamentos pelo INPE irá permitir melhor monitoramento da Amazônia

São Paulo, março de 2.009 - O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) está adquirindo novos componentes para o Amazônia-1. Com lançamento previsto para 2011, será o primeiro satélite de observação da Terra desenvolvido pelo Brasil e o primeiro a utilizar a Plataforma Multimissão (PMM).

Segundo o INPE, os satélites Amazônia-1 e CBERS 3 e 4 permitirão, juntos, uma cobertura completa da Terra em menos de cinco dias, tornando o Brasil autônomo para obtenção de imagens em média resolução. O norte-americano Landsat-5, que é utilizado na avaliação de desmatamento da Amazônia, está há mais de 22 anos no espaço e apresenta sinais claros de degradação.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) é referência internacional no monitoramento de desmatamento. Ainda assim, a própria instituição admite que se baseia em imagens de satélites problemáticos, como o americano Landsat-5 - que já está fazendo hora extra após 22 longos anos de serviços prestados - para vigiar a destruição da floresta.

Para diminuir a dependência de satélites estrangeiros, o instituto está desenvolvendo um modelo próprio, a ser lançado em 2011, o Amazônia-1. Será o primeiro satélite de observação da Terra desenvolvido no Brasil.

“O Amazônia-1 terá uma câmera com resolução de 40 metros que faz uma varredura completa da Terra a cada 5 dias e outra com resolução de 10 metros que precisa de 30 dias para fazer uma imagem do mundo”, explica Gilberto Câmara, diretor do Inpe e "é baseado em uma plataforma nacional, denominada PMM, que será também utilizada em outros satélites propostos para o Programa Espacial Brasileiro: o satélite científico Lattes-1, o satélite radar de observação da Terra Mapsar e o satélite meteorológico de medidas de precipitação GPM-Br".
 

Para desenvolver a PMM, o Inpe contratou na indústria nacional os subsistemas de telecomunicações, estrutura, propulsão e energia, cujos chamados modelos de voo deverão ser entregues até meados de 2010, para dar início à etapa de integração e testes do primeiro satélite, o Amazônia-1.

Em paralelo, o Inpe está adquirindo os componentes para a carga útil do satélite, que envolvem equipamentos de transmissão e gravação a bordo e uma câmera óptica (denominada AWFI), operando nas faixas do visível e do infravermelho próximo, com largura de faixa de imagem de 750 quilômetros, com resolução de 40 metros.

Além disso, um acordo assinado entre o Brasil, representado pelo INPE, e o Reino Unido, representado pelo Rutherford Appleton Laboratory, permitirá incluir no Amazônia-1 a câmera inglesa Ralcam-3, com resolução da ordem de 10 metros, que complementará as imagens coletadas pela AWFI.

No fim de 2008, o Inpe firmou contratos para aquisição de mais dois componentes do Amazônia-1: a câmera AWFI, contratada na indústria nacional, e o sistema de controle e computação embarcada, objeto de uma cooperação entre as agências espaciais brasileira e argentina.

Mais informações: www.inpe.br