
Procuradoria Geral da República opina a favor de demarcação de terras Guarani-Kaiowá em
Mato Grosso do Sul
Em parecer
encaminhado ao STF, procurador-geral da República, Roberto Gurgel (foto), afirma
que procedimento de demarcação busca eliminar conflito fundiário na região
Brasília,
janeiro de 2.012 - O
procurador-geral da República, Roberto Gurgel, manifestou-se favorável às
demarcações de terras indígenas Guarani-Kaiowá em Mato Grosso do Sul. Em
parecer, Gurgel se posicionou contra agravo regimental interposto pela Federação
de Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul), que sustentava a
incompetência do Supremo Tribunal Federal para tratar da questão. Em outra
liminar, o STF já havia se manifestado pela continuidade do processo de
demarcação. O PGR também opinou pelo deferimento de pedido da Funai para
estender a decisão do STF a outros dois agravos.
Para Roberto
Gurgel, a demarcação, neste caso, assegura o interesse público e deve ser
mantida, pois permite a promoção da ordem, economia e segurança públicas.
Segundo parecer do PGR, “ao permitir a atuação da Funai, busca-se eliminar um
conflito fundiário que não é risco hipotético, mas fato consumado. Do contrário,
perduraria uma situação de grave ameaça à integridade física de inúmeros
cidadãos e ao próprio patrimônio público”.
A demarcação
das terras pela Funai começa pelos estudos prévios, identificação dos
Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul e da área por estes ocupada, além da
realização de políticas públicas pela autarquia e pelo governo federal. A
Famasul, no entanto, solicitou que a Funai notificasse todos os ocupantes de
imóveis rurais de 26 municípios do Mato Grosso do Sul e o Tribunal Regional
Federal da 3ª Região suspendeu as demarcações. Ainda por decisão do TRF3, cerca
de 300 índios guarani foram despejados e vivem em uma vala coletora de água às
margens da BR-163.
Secretaria de
Comunicação
Procuradoria
Geral da República
(61)
3105-6404/6408