Vale vence o Public Eye Awards, prêmio de pior empresa do mundo

Janeiro de 2.012 - Segunda maior mineradora do mundo, a Vale começou 2012 com destaque global. A empresa foi agraciada com o prêmio de pior empresa do mundo pelo Public Eye, mais conhecido como “Nobel da Vergonha”.

Promovido pela Declaração de Berna e pelo Greenpeace Suíça, o prêmio foi divulgado hoje, durante o Fórum Econômico Mundial, de Davos. Quase 89 mil internautas de todo o mundo votaram nas seis piores corporações globais. A Vale recebeu 25.041 votos, seguida pela Tepco, operadora da usina nuclear de Fukushima, com 24.245, e a Samsung, com 19.014 votos.

A Vale foi eleita por sua participação na construção da usina de Belo Monte, cuja barragem principal está sendo erguida na Volta Grande do Rio Xingu, no município de Altamira, no Pará.

A futura usina afetará drasticamente o fluxo e qualidade de água da região, alangando uma área de 516 km2 de terra e obrigando o deslocamento de 40 mil pessoas, entre ribeirinhos, comunidades indígenas e pequenos proprietários de terra.

Após 21 dias de acirrada disputa, a mineradora brasileira Vale foi eleita na quinta, dia 26 de janeiro, a pior corporação do mundo no Public Eye Awards, conhecido como o “Nobel” da vergonha corporativa mundial.

Criado em 2000, o Public Eye é concedido anualmente à empresa vencedora, escolhida por voto popular em função de problemas ambientais, sociais e trabalhistas, durante o Fórum Econômico Mundial, na cidade suíça de Davos.

Este ano, a Vale concorreu com as empresas Barclays, Freeport, Samsung, Syngenta Tepco. Nos últimos dias da votação, a Vale e a japonesa Tepco, responsável pelo desastre nuclear de Fukushima, se revezaram no primeiro lugar da disputa, vencida com 25.041 votos pela mineradora brasileira.

De acordo com as entidades que indicaram a Vale para o Public Eye Award 2012 – a Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale (International Network of People Affected by Vale), representada pela organização brasileira Rede Justiça nos Trilhos, e as ONGs Amazon Watch e International Rivers, parceiras do Movimento Xingu Vivo para Sempre, que luta contra a usina de Belo Monte -, o fato de a Vale ser uma multinacional presente em 38 países e com impactos espalhados pelo mundo, ampliou o número de votantes.

Já para os organizadores do prêmio, Greenpeace Suíça e Declaração de Berna, a entrada da empresa, em meados de 2010, no Consórcio Norte Energia SA, empreendimento responsável pela construção de Belo Monte, foi um fator determinante para a sua inclusão na lista das seis finalistas do Public Eye deste ano.

Assista os vídeos clicando aqui

Fonte: Movimento Xingu Vivo para Sempre

 

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