Água, o líquido cada vez mais precioso

Inicial

O ciclo da Água

Fotossíntese

Importância das florestas

A floresta e a água subterrânea

A floresta e a infiltração da água

Porque plantar uma Árvore

Erosão e escoamento superficial

Mata ciliar

Superexploração dos mananciais

Bibliografia e fontes

Glossário

Conclusão

Glossário

ACEIRO
Faixa livre de vegetação, para evitar a propagação de fogo dentro da floresta, dividindo-a em talhões.

AGRICULTURA MIGRATÓRIA
O mesmo que agricultura itinerante; tipo de sistema agrícola ("shifting cultivation", em inglês), primitivo, adotado historicamente nos ecossistemas de florestas tropicais, em que o ser humano derruba trecho da floresta, queimando-o como preparo da terra para cultivo de subsistência, obtendo durante poucos anos (4 a 6) alimento e, posteriormente, abandonando essa área que se tornou improdutiva. Passa então a ocupar novos trechos da floresta e assim por diante. A área inicial abandonada, onde se estabeleceu vegetação secundária, após cerca de vinte anos, poderá ser novamente utilizada para o cultivo.

ÁGUA
1. Quím. Óxido de diidrogênio, líquido, incolor, essencial à vida. [Fórm.: H2O.]
2. A parte líquida do globo terrestre.

ÁGUA BRUTA
"Água de uma fonte de abastecimento, antes de receber qualquer tratamento" (ABNT. 1973).

ÁGUA POTÁVEL
É aquela cuja qualidade a torna adequada ao consumo humano.

Água que satisfaz aos padrões de potabilidade. No Brasil, definidos pela ABNT (ABNT, 1973).

Água destinada ao consumo humano. Deve ser incolor e transparente a uma temperatura entre 8º e 11ºC, não devendo também conter germes patogênicos (nem) nenhuma substância que possa prejudicar a saúde.

ÁGUA SUBTERRÂNEA
Suprimento de água doce sob a superfície da terra, em um aqüífero ou no solo, que forma um reservatório natural para o uso do homem.

É aquela que se infiltra nas rochas e solos caminhando até o nível hidrostático.

Água do subsolo, ocupando a zona saturada.

A parte da precipitação total contida no solo e nos estratos inferiores e que esta livre para se movimentar pela influência da gravidade.

Água do subsolo que se encontra em uma zona de saturação situada acima da superfície freática.

ÁGUA TRATADA
Água a qual tenha sido submetida a um processo de tratamento, com o objetivo de torná-la adequada a um determinado uso.

AGUAPÉ, JACINTO D'ÁGUA
Espécies de plantas aquáticas que flutuam na superfície de corpos d'água ricos em nutrientes e apresentam propriedade de reter em seus tecidos alguns poluentes.

ÁGUAS
Águas comuns
"São comuns as correntes não navegáveis ou flutuáveis e de que essas não se façam" (art. 7º, Decreto nº 24.643, de 10.07.34).

Águas interiores (ver Águas territoriais)

Águas internacionais (ver CORPOS D'ÁGUA INTERNACIONAIS)

Águas particulares
"São particulares as nascentes e todas as águas situadas em terrenos que também o sejam, quando as mesmas não estiverem classificadas entre as águas comuns de todos, as águas públicas ou as águas comuns" (art. 8º, Decreto nº 24.643, de 10.07.34).

Águas públicas dominicais
"São públicas dominicais todas as águas situadas em terrenos que também o sejam, quando as mesmas não forem do domínio público, de uso comum, ou não forem comuns" (art. 6º, Decreto nº 24.643, de 10.07.34).

Águas públicas de uso comum

"São águas públicas de uso comum:
a) os mares territoriais, nos mesmos incluídos os golfos, baías, enseadas e portos;
b) as correntes, canais, lagos e lagoas navegáveis ou flutuáveis;
c) as correntes de que se façam essas águas;
d) as fontes e reservatórios públicos;
e) as nascentes, quando forem de tal modo consideráveis que, por si sós, constituam o "caput fluminis";
f) os braços de quaisquer correntes públicas, desde que os mesmos influam na navegabilidade ou flutuabilidade" (art. 2º, Decreto nº 24.643, de 10.07.34).

Águas territoriais
"Comportam as águas territoriais uma discriminação que gradualmente se admitiu na prática estatal, duas faixas autônomas. A primeira ocupa as reentrâncias do litoral, baías, portos, abras, recôncavos, estuários, enseadas, assemelhadas aos lagos e rios, denominadas águas interiores. A outra de contorno aproximadamente paralelo à costa confina mais adiante com o mar alto, de largura constante, menos dependente da terra, o mar territorial (...) a banda paralela à costa, onde o Estado ribeirinho detem, com ressalva de trânsito nóxio desses navios (navios estrangeiros), poderes similares aos que exerce em seu território terrestre: (Silva et alii, 1973).

ÁGUAS RESIDUÁRIAS
"Qualquer despejo ou resíduo líquido com potencialidade de causar poluição" (ABNT, 1973).
"Resíduos líquidos ou de natureza sólida conduzidos pela água, gerados pelas atividades comerciais, domésticas (operações de lavagem, excretas humanas etc.) ou industriais" (Diccionario de la Naturaleza, 1987).
Assoreamento - "Processo de elevação de uma superfície, por deposição de sedimentos" (DNAEE, 1976). Diz-se dos processos geomórficos de deposição de sedimentos, ex.: fluvial. eólio, marinho.

AQÜÍFERAS
Denominam-se aqüíferas as rochas permeáveis à água, retendo-a ou permitindo sua passagem para o lençol freático. Também diz-se aqüíferas as rochas que contêm água.

AQÜÍFERO, RESERVATÓRIO DE ÁGUA SUBTERRÂNEA
Água subterrânea, confinada ou não; lençol freático, água subterrânea, lençol d'água.
Estrato subterrâneo de terra, cascalho ou rocha porosa que contém água.
Rocha cuja permeabilidade permite a retenção de água, dando origem a águas interiores ou freáticas.
Toda transformação ou estrutura geológica de rochas, cascalhos e areias situada acima de uma capa impermeável que, por sua porosidade e permeabilidade natural, possui a capacidade de armazenar a água que circula em seu interior.
Formação geológica porosa que contém água.

ÁRVORES DOMINANTES
São árvores do extrato arbóreo superior, mais alto e melhor desenvolvido, que prepondera e exerce influência sobre os extratos inferiores de árvores e vegetação mais baixa.

ASSOREAMENTO
Obstrução por areia ou por sedimentos quaisquer de um rio, canal ou estuário, geralmente em conseqüência de redução de correnteza. Deposição gramórfica nos sedimentos de rios, lagos, etc.

BACIAS HIDROGRÁFICAS
Conjunto de vertentes que margeiam um rio ou mar interior.

BIOACUMULAÇÃO
É a acumulação de substâncias pelos seres vivos.

BIODIVERSIDADE
Diferentes tipos de animais e vegetais que ocorrem num determinado ecossistema.

BIOSFERA
Tudo o que vive no ar, no solo, no subsolo e no mar formam a biosfera.

BOREAL
Floresta com predominância de coníferas, que ocorre no hemisfério norte: Canadá, Escandinávia, Sibéria e norte da Rússia.

CARREADORES
Espaço aberto para facilitar a extração de madeira.

COMPACTAÇÃO
Redução dos espaços vazios do solo e que, como conseqüência, traz um aumento na densidade, resitência e estabilidade.

CORTE RASO
É uma forma de exploração florestal onde todas as árvores são abatidas, encerrando-se o ciclo de crescimento.

CORTE SELETIVO
É uma forma de exploração vegetal onde apenas algumas árvores são derrubadas e retiradas da floresta que se mantém com uma densidade menor.

CHUVA
Precipitação atmosférica formada de gotas de água cujas dimensões variam entre 1 e 3mm, por efeito da condensação do vapor de água contido na atmosfera. (Dicionário Aurélio)

CHUVA ÁCIDA
É a chuva contaminada pelas emissões de óxidos de enxofre na atmosfera, decorrentes da combustão em indústrias e, em menor grau, dos meios de transporte.

São as precipitações pluviais com pH abaixo de 5,6.

Emissões gasosas de enxofre e nitrogênio (que) entram no ar, onde se convertem parcialmente em ácidos que retornam ao solo arrastados pela chuva e pela neve, ou incluídos em partículas sólidas. (...) A água natural na atmosfera não contaminada contem quantidades adicionais de ácido, porque dissolve dióxido de carbono do ar para formar o ácido carbônico fraco. Assim, se alcança uma concentração de ions de hidrogênio de cerca de 3 meq por litro. Além disso, a atmosfera contem naturalmente dióxido de enxofre procedente da atividade biológica na terra e nos oceanos, parte do qual se transforma em ácido sulfídrico. A quantidade procedente de fontes naturais não é conhecida com exatidão, mas raramente supera os 10 meq por litro. Em suma, a chuva é um pouco ácida, mas as atividades humanas fazem com que o seja muito mais. Por exemplo, nos Estados Unidos a concentração varia entre 50 e 200 meq por litro, isto é, de 5 a 20 vezes maior que as concentrações naturais" (Diccionario de la Naturaleza, 1987).

CHUVISCO
Chuva miúda, fina.

CICLO DAS ÁGUAS, CICLO HIDROLÓGICO
O processo da circulação das águas da Terra, que inclui os fenômenos de evaporação, precipitação, transporte, escoamento superficial, infiltração, retenção e percolação.

"Sucessão de fases percorridas pela água ao passar da atmosfera à terra, e vice-versa: evaporação do solo, do mar e das águas continentais; condensação para formar nuvens; precipitação; acumulação no solo ou nas massas de água; escoamento direto ou retardado para o mar e reevaporação" (DNAEE, 1976).

"Tem origem na evaporação. As águas das chuvas, ao caírem na superfície do solo, tomam os seguintes destinos: uma parte pode infiltrar-se, outra correr superficialmente e outra evaporar-se, retornando à atmosfera para constituir um novo ciclo" (Guerra, 1978).

Pode definir-se ciclo hidrológico como a seqüência fechada de fenômenos pelos quais a água passa do globo terrestre para a atmosfera, na fase de vapor, e regressa àquele, nas fases líquida e sólida. A transferência de água da superfície do Globo para a atmosfera, sob a forma de vapor, dá-se por evaporação direta, por transpiração das plantas e dos animais e por sublimação (passagem direta da água da fase sólida para a de vapor).

O ciclo hidrológico é um movimento continuo, um processo natural de reciclagem de moléculas de água da terra ao ar e de regresso a terra.

CONDENSAÇÃO
Ato ou efeito de condensar(-se). O fenômeno da passagem dum vapor para o estado líquido.

DEFLÚVIO
Refere-se ao escoamento de líquidos.

DEGELO
Transformação da água do estado sólido para o estado líquido.

DENSIDADE DA FLORESTA
É o número de indivíduos de uma floresta por unidade de área.

DESERTIFICAÇÃO

Processo de degradação do solo, natural ou provocado por remoção da cobertura vegetal ou utilização predatória, que, devido a condições climáticas e edáficas peculiares, acaba por transformá-lo em um deserto; a expansão dos limites de um deserto.

"A propagação das condições desérticas para além dos limites do deserto, ou a intensificação dessas condições desérticas dentro de seus limites" (Diccionario de la Naturaleza, 1987).

"Alterações ecológicas que despojam a terra de sua capacidade de sustentar as atividades agropecuárias e a habitação humana" (SAHOP, 1978).

DESFLORESTAMENTO, DESMATAMENTO
Destruição, corte e abate indiscriminado de matas e florestas, para comercialização de madeira, utilização dos terrenos para agricultura, pecuária, urbanização, qualquer obra de engenharia ou atividade econômica.

"São derrubadas de grandes quantidades de árvores, sem a reposição devida, e que provocam desfolhamento e intemperismo" (Carvalho, 1981).

DIVERSIDADE
Refere-se à váriação nos tipos vegetais e animais que habitam as muitas e diferentes regiões edafoclimáticas do globo terrestre.

ECOSSISTEMA
O mesmo que biocenose. É toda e qualquer unidade (área) que envolva todos os organismos vivos (bióticos) que se encontram interagindo com o ambiente físico (abiótico) em que estes vivem, de tal forma que um fluxo de energia produza estruturas bióticas bem definidas e uma ciclagem de materiais entre as partes vivas e não vivas.

EFEITO ESPONJA
É o efeito causado pela serapilheira, a qual absorve a água, entumece e depois vai liberando lentamente.

EPÍFITAS
Vegetais que vivem sobre os outros, sem retirar nutrientes, apenas fixando-se neles.

EQUILÍBRIO AMBIENTAL
É o equilíbrio que ocorre nas interações entre os organismos vivos (biótopo) e o meio físico de um determinado ecossistema, o qual permite a sobrevivência de maneira estável das espécies componentes deste ecossistema.

EROSÃO
Remoção do solo, geralmente da superfície, por agentes climáticos (água da chuva, vento, etc.) ou geológicos.

ESCOAMENTO FLUVIAL, DEFLÚVIO
"Água corrente na calha de um curso d'água" (DNAEE, 1976).
"Corresponde à quantidade total de água que alcança os cursos fluviais, incluindo o escoamento pluvial que é imediato e a quantidade de água que, pela infiltração, vai se juntar a ela de modo lento" (Guerra, 1978).

ESCOAMENTO SUPERFICIAL
"Parte da precipitação que se escoa para um curso d'água pela superfície do solo" (DNAEE, 1976).
Porção de água da chuva, neve derretida ou água de irrigação que corre sobre a superfície do solo e, finalmente, retorna aos corpos d'água. O escoamento pode carrear poluentes do ar e do solo para os corpos receptores.
Escoamento, nos cursos d'água, da água que cai em determinada superfície. A água que se escoa sem entrar no solo é designada como escoamento superficial, e a que entra no solo antes de atingir o curso d'água é designada como escoamento subsuperficial. Em pedologia, escoamento refere-se normalmente à água perdida por escoamento superficial; na geologia e na hidráulica, normalmente inclui o escoamento superficial e subsuperficial.
Porção de água precipitada sobre o solo que não se infiltra e que escoa até alcançar os cursos d'água.
É o fenômeno que ocorre com a água quando essa não infiltra no solo ou quando a água não é consumida pela evapotranspiração das florestas. Na ausência das florestas em locais onde o solo está nu, o escoamento superficial é causador direto da erosão do solo.

ESCOAMENTO SUBSUPERFICIAL
Fluxo de água que escoa em subsuperfície (embaixo da terra), originada de água que percolou o solo e penetrou por uma descontinuidade com menor permeabilidade.

ESPAÇOS CAPILARES
São os microespaços vazios existentes entre as partículas do solo.

ESTRUTURA DO SOLO
É o arranjo ou combinação das partículas primárias do solo.

EUTROFIZAÇÃO
É a fertilização das águas dos rios, lagos, represas ou mesmo do mar. Esta pode ser natural, quando a fertilização acontece lentamente, contribuindo para o equilíbrio ecológico do ambiente aquático; cultural, quando são arrastadas grandes quantidades de adubo, principalmente fósforo e nitrogênio. Essa acarreta um desenvolvimento anormal de certos organismos que acabam por consumir a maior parte do oxigênio da água.

EVAPORAÇÃO
Ato de evaporar(-se).
Transformação de um líquido em vapor, efetuada a qualquer temperatura, e na qual a tensão dos vapores do líquido é inferior à pressão exercida sobre este.

EVAPOTRANSPIRAÇÃO
É o fenômeno que corresponde à evaporação das águas acumuladas nas retenções e nas camadas superficiais do solo, acrescida da evaporação da água da chuva interceptada pela folhagem da cobertura vegetal e da transpiração natural que os vegetais executam" (Helder G. Costa, informação pessoal.
"Quantidade de água transferida do solo à atmosfera por evaporação e transpiração das plantas" (DNAEE, 1976).
Processo que sofre a água, podendo ser dividido em dois componentes principais: a) água que é evaporada diretamente da superfície do solo, b) água que vai para a atmosfera através da planta, principalmente pela transpiração vegetal e pela evaporação da água depositada, por irrigação, chuva ou orvalho, na superfície das folhas.

FITOPLÂNCTON
Organismos vegetais produtores primários do plâncton.

FLORESTA, MATA
Ecossistemas complexos, nos quais as árvores são a forma vegetal predominante que protege o solo contra o impacto direto do sol, dos ventos e das precipitações. A maioria dos autores apresentam matas e florestas como sinônimos, embora alguns atribuam à floresta maior extensão que às matas.
Vegetação de árvores com altura geralmente maior que sete metros, com dossel fechado ou mais ralo, aberto; às vezes (mata) significa um trecho menos extenso que floresta, e mais luxuriante (densa ou alta) do que arvoredo.
Trecho de vegetação dominado por árvores (de três metros ou mais de altura) cujas copas se tocam, ou quase se tocam (as árvores com mais de sessenta por cento de cobertura). É uma categoria estrutural referindo?se apenas à fisionomia, sem qualificação; não é tipo de vegetação.

FLORESTA DE CONÍFERAS
São florestas formadas por classe de plantas gimnospermas que produzem sementes não abrigadas em frutos, mas reunidas em estróbilos coniformes, como, por exemplo, floresta de Pinus e de Araucária.

FLORESTAS DE FOLHOSAS
São florestas formadas por classe de plantas angiospermas que produzem sememtes abrigadas por frutos. São exemplos as florestas Amazônica, Mata Atlântica, entre outras.

FOTOSSÍNTESE
É o processo pelo qual a energia proveniente do sol é usada para formar as ligações de energia química que mantêm juntas as moléculas orgânicas. As matérias-primas inorgânicas usadas na fotossíntese são CO2 e água. O oxigênio que é liberado na atmosfera é um dos seus produtos finais mais importantes.

Síntese de materiais orgânicos a partir de água e gás carbônico, quando a fonte de energia é a luz, cuja utilização é medida pela clorofila.

GEADA
Orvalho congelado que forma, onde cai, camada branca.

GELEIRAS: são grandes acúmulos naturais de gelo; também podem ser definidas como amontoamentos de gelo passíveis de deslocamento nas regiões em que a queda da neve ultrapassa o degelo.

GRANIZO
Tipo de precipitação atmosférica na qual as gotas de água se congelam ao atravessar uma camada de ar frio, caindo sob a forma de pedras de gelo; saraiva, chuva de pedra.

GREDA
Calcário friável que em geral contém sílica e argila.

HABITAT
Espaço ou ambiente onde os fatores físicos e biológicos interagem, formando condições mínimas para a manutenção de um ou mais organismos.

HIDROFOBIA
Aversão à água.

HIDROLOGIA
É o estudo ou descrição das propriedades da água.

HIDROSFERA
As águas oceânicas e as águas continentais da superfície da Terra.

INSÍPIDA
Refere-se à água que não possui sabor.

INTERCEPTAÇÃO
Ato ou efeito de impedir a passagem de algo.

INUNDAÇÕES
Significa alagamentos, enchentes, cheias.

LATITUDE
É o ângulo que à vertical, em um ponto da superfície da Terra, faz com o plano do Equador.

LENÇOL FREÁTICO
É o acúmulo de água abaixo do solo propriamente dito (parte desintegralizada) e geralmente sobre a camada de rocha subterrânea.

MANANCIAIS
Nascente de água; olho-d'água; fonte; cabeceira; fonte perene e abundante; que mana ou corre sem cessar; região onde os olhos d'água dão origem a um curso fluvial.

Referem-se também à água (de rios, lagos, nascentes, lençol freático), utilizada para atividade humana.

MANTA HIDROFÓBICA: camada de material orgânico não- decomposto, que dificulta a infiltração de água para o interior do solo.

MATA CILIAR
As matas ciliares constituem um conjunto de vegetação que se desenvolvem ao longo das margens dos rios, riachos e córregos e são responsáveis pela proteção da qualidade da água, pois remove material em suspensão, poluentes e substâncias tóxicas como pesticidas e herbicidas que são usados na agricultura para matar pragas.

É o mesmo que mata de galeria, mata ripária ou ribeirinha. Essa mata se encontra na margem dos rios, riachos ou córregos, beneficiando-se da disponibilidade de água e nutrientes que se acumulam nas margens. Da mesma forma, a mata ciliar beneficia o curso d'água que margeia, protegendo as margens contra a erosão, evitando assoreamento.

MICROORGANISMOS PATÓGENOS
São seres de dimensão minúscula, capazes de produzir doenças. Por exemplo: bactéria e vírus.

NÉVOA
Estado de obscuridade atmosférica produzido por gotículas de água em suspensão; a visibilidade excede um mas é menor que dois quilômetros (...) Gotículas líquidas menores que dez micra de diâmetro e geradas por condensação.

NEVOEIRO
Nebulosidade que se forma nas camadas inferiores da atmosfera, próximo ao solo, constituída de grande número de gotículas de água em suspensão no ar, do que resulta ficar muito reduzida a visibilidade.

NUTRIENTES
Qualquer substância do meio ambiente utilizada pelos seres vivos, seja macro ou micronutriente, por exemplo, nitrato e fosfato do solo.

Elementos ou compostos essenciais como matéria?prima para o crescimento e desenvolvimento de organismos, como, por exemplo, o carbono o oxigênio, o nitrogênio e o fósforo.

São os compostos de NH3 e PO4 indispensáveis para o desenvolvimento de microorganismos, como algas, em sistema secundário de tratamento e suas descargas nos rios e lagos.

ORVALHO
Umidade da atmosfera, que se condensa (principalmente durante a noite) e se deposita, em forma de gotículas, sobre qualquer superfície fria.

POLUIÇÃO
Efeito acarretado pelo procedimento humano de lançar na natureza resíduos, dejetos e qualquer outro material que altere as condições naturais do ambiente, contaminando ou deteriorando nossa fonte natural de recursos do ar, terra ou água, sendo prejudicial ao próprio homem ou a qualquer ser vivo desejável.

POROSIDADE
Porção de um volume de solo não ocupado por partículas sólidas (seja mineral ou orgânica). Em condições normais de campo, os espaços entre tais partículas são ocupados por ar e água: é esse o espaço disponível para a penetração das raízes no solo.

POTABILIDADE
Qualidade de potável, que se pode beber, que é bom para se beber.

POTÁVEL
Refere-se à água que apresenta condições de ser consumida pelo homem.

PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA
É o mesmo que chuva.

PROLIFERAÇÃO
Aumento, crescimento em número, propagação, multiplicação.

RECICLADA
Refere-se a uma substância qualquer (plástico, vidro, latas, papéis, água) que sofre um processo de renovação de suas propriedades para novamente ser utilizada.

RENOVÁVEL
Diz respeito aos recursos naturais que podem ser renovados, reiniciados ou reparados.

RESÍDUOS
São materiais indesejáveis, descartados ou não sobre a forma livre de diversas atividades humanas, entre eles resíduos agrícolas, florestais, industriais, domésticos ou urbanos em geral.

RIBANCEIRA
Margem elevada de um rio ou de um lago.

SARAIVA
Chuva de pedra; tipo de precipitação atmosférica na qual as gotas de água se congelam ao atravessar uma camada de ar frio, caindo sob a forma de pedras de gelo.

SEDIMENTO
Substância depositada pela ação da gravidade na água ou no ar.

SERRAPILHEIRA
Camada de folhas, galhos, etc., de mistura com terra, que cobre o solo da mata.

SILTE
Material sedimentar: pequenas partículas de minerais diversos, de tamanho compreendido entre a areia e a greda (entre 0,05 mm e 0,005 mm de diâmetro), que normalmente constituem mantos situados no solo.

SILVICULTOR
Pessoa que se dedica à silvicultura.

SILVICULTURA
Estudo das florestas e exploração dos recursos florestais.

SUBLIMAÇÃO
Ato ou efeito de sublimar(-se). Transição da fase sólida para o vapor.

SUBSTÂNCIAS HIDROFÓBICAS
Substâncias que não se dissolvem na água.

TEXTURA DO SOLO
É uma das mais importantes características examinadas num perfil do solo. Pode ser avaliada pelo tato, tomando-se uma pequena amostra úmida; a areia transmite a sensação de "atrito", o silte de serosidade e a argila de pegajosidade e "plasticidade".

TUNDRA
Bioma ou ecossistema típico do círculo polar ártico caracterizado por vegetação rasteira, arbustos ("árvores atrofiadas"), líquens e musgos. A fauna é pobre com insetos "estacionais", aves e mamíferos migrantes.

VAZADOURO
Lugar onde se despejam detritos ou onde se dispõe qualquer tipo de resíduos sólidos.

Sítio ou terreno onde se dispõem resíduos sólidos, sem que se adotem medidas de proteção ao meio ambiente.

VAZÃO
Volume fluído que passa, na unidade de tempo, através de uma superfície (como exemplo, a seção transversal de um curso d'água).

Vazão ecológica, vazão mínima ecológica

Vazão que se deve garantir a jusante de uma estrutura de armazenagem (barragem) ou captação (tomada de água), para que se mantenham as condições ecológicas naturais de um rio.

VEGETAÇÃO
Conjunto de vegetais que ocupam uma determinada área; tipo da cobertura vegetal; as comunidades das plantas do lugar; termo quantitativo caracterizado pelas plantas abundantes.

Quantidade total de plantas e partes vegetais como folhas, caules e frutos que integram a cobertura da superfície de um solo. Algumas vezes, o termo é utilizado de modo mais restrito para designar o conjunto de plantas que vivem em determinada área.

VEGETAÇÃO DO SUB-BOSQUE
Vegetação de pequeno a médio porte que se desenvolve sob o extrato superior das árvores maiores, em ambientes sombreados, com pouca incidência de raios solares.

Vegetação natural

"Floresta ou outra formação florística com espécies predominantemente autóctones, em clímax ou em processo de sucessão ecológica natural" (Resolução nº 04, de 18.09.85, do CONAMA).

Vegetação primária

"É aquela de máxima expressão local, com grande diversidade biológica, sendo os efeitos das ações antrópicas mínimos, a ponto de não afetar significativamente suas características originais de estrutura e de espécies" (definição constante de várias resoluções do CONAMA baixadas em 1994, com a finalidade de orientar o licenciamento de atividades florestais em Mata Atlântica, em diversos estados brasileiros).

Vegetação secundária ou em regeneração

"É aquela resultante dos processos naturais de sucessão, após supressão total ou parcial da vegetação primária por ações antrópicas ou causas naturais, podendo ocorrer árvores da vegetação primária" (definição constante de várias resoluções do CONAMA baixadas em 1994, com a finalidade de orientar o licenciamento de atividades florestais em Mata Atlântica, em diversos estados brasileiros).

VEGETAÇÃO SUCESSIVA
Vegetação que surge nas diferentes fases de restabelecimento de uma floresta.