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Mais um estado amazônico passa a ter acima de 50% de seu território protegido por lei. Depois do Amapá, agora é o Amazonas, conforme anunciado nesta segunda-feira, na COP 8

Curitiba, março de 2.006 - O secretário do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, Virgílio Viana reconhece que é um caminho que ainda não está totalmente cristalizado. Mesmo assim, o estado é agora o segundo a ter mais de 50% de seu território protegido por lei, depois do Amapá.

Com a medida, anunciada segunda-feira (27/3), em Curitiba, na Oitava Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 8), o que se pretende, segundo Viana, é desenvolver a economia e a região a partir da floresta em pé, e não transformada em pasto ou campo para a agricultura.

“O Amazonas tem crescido pelo menos 12% ao ano nos últimos anos”, disse Viana, também professor do Departamento de Ciências Florestais Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo.

Em Curitiba, o secretário e vários parceiros, como a organização Conservação Internacional do Brasil (CI-Brasil), aproveitaram o evento sobre biodiversidade para lançar mais cinco áreas de preservação ambiental. Áreas que, apesar de aprovadas pela população envolvida, ainda terão que sair do papel para a prática.

Segundo Viana, a única área de proteção integral, feita a partir de levantamentos científicos sobre a flora e a fauna de região, será instalada no centro-sul do estado, na região de Matupiri-Igapó-Açu. Nesse mesmo mosaico serão criadas duas outras áreas de uso sustentável. “A maior delas, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Juma, foi criada em Novo Aripuanã”, conta. A quinta área é a reserva extrativista de Gregório, entre os municípios de Eirunepé e Ipixuna.

“Sem dúvida, esse é o caminho. Por ele, será possível fazer crescer a economia sem que seja necessário ceder às pressões para derrubar a floresta”, disse José Maria Cardoso da Silva, vice-presidente de Ciência da CI-Brasil e professor da Universidade Federal de Pernambuco. “Com essas áreas, fica provado que os estados também podem fazer algo, desde que coloquem o meio ambiente em suas agendas”, afirma.

Mais informações sobre a COP 8: www.biodiv.org e www.cdb.gov.br

Fonte: Agência FAPESP - http://www.agencia.fapesp.br/