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Aquecimento seca lagos do Alasca, afirma estudo.
Redução foi detectada em 10 mil corpos d'água A estimativa foi feita por um trio de cientistas da Universidade do Alasca em Fairbanks, EUA, e publicada no periódico "Geophysical Research". Eles dizem que a área dos lagos em cada uma das regiões caiu entre 31% e 4% no período, acompanhando a elevação da temperatura na região. O ressecamento dos lagos foi acelerado a partir dos anos 1970. A perda de água ocorreu sobretudo nas regiões baixas e interiores do Estado, que também experimentaram no período verões mais longos, maior derretimento do permafrost (solo congelado, que ocorre em faixas descontínuas nas zonas onde os lagos estão sumindo) e maior evaporação. Não houve mudança no regime de chuvas da região, o que leva os cientistas a crer que o nível do lençol freático no Alasca esteja abaixando. Isso tem conseqüências potencialmente devastadoras para o clima da Terra. Regiões polares, como o Alasca, estocam grande quantidade de carbono e metano em seus solos, na forma de matéria vegetal morta cuja decomposição é impedida pelo frio e pela água. Exposto ao ar, o solo ártico é atacado com voracidade por bactérias, o que libera mais carbono ainda para a atmosfera, agravando o efeito estufa. Fonte: Folha de São Paulo
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