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Qualidade do ar em São Paulo: nova estação
amplia rede de monitoramento da CETESB na capital
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São Paulo, 29 de março de 2.003 - A rede de monitoramento automático da
qualidade do ar da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental - CETESB
conta, a partir de hoje (29/3), com uma nova estação de medição de poluentes
atmosféricos denominada IPEN/USP, instalada no Instituto de Pesquisas
Energéticas e Nucleares – IPEN, no câmpus da Universidade de São Paulo.
A inauguração contou com a presença do presidente
da CETESB, Fernando Rei, do diretor de Engenharia, Tecnologia e Qualidade
Ambiental da Companhia, Marcelo Minelli, e do superintendente do IPEN, Claudio
Rodrigues, além de diversos técnicos das duas instituições.
“Esta nova estação vem cobrir uma lacuna que existia no monitoramento da Zona
oeste da cidade”, salientou Fernando Rei. Por sua vez, o diretor Marcelo Minelli
afirmou que a parceria ocorre num momento de mudanças na estrutura do sistema
ambiental, que se baseia na idéia de que “só somos fortes quando estamos
unidos”, disse. “É com muita alegria que iniciamos, neste dia, o monitoramento
do ozônio aqui em nosso câmpus”, enfatizou o superintendente do IPEN. “Os
resultados desta parceria vão ajudar a termos uma qualidade do ar melhor para as
futuras gerações”, concluiu.
A nova estação IPEN/USP, que medirá as concentrações de óxidos de nitrogênio (NO2,
NO e NOx), monóxido de carbono (CO) e ozônio (O3), contempla um convênio
assinado entre a CETESB e o IPEN no qual a agência ambiental paulista entra com
a operação, comunicação e interpretação dos dados e o Instituto participa
fornecendo o espaço físico e os equipamentos que medirão a concentração dos
poluentes, entre outras iniciativas.
“O convênio vem suprir a necessidade da CETESB, de medir de forma mais
abrangente a qualidade do ar na zona oeste da Capital. O local onde está a
estação é estrategicamente benéfico para a coleta de dados do poluente ozônio,
justamente por estar em um ponto alto da cidade e distante das vias de grande
circulação de veículos”, disse Jesuíno Romano, gerente da Divisão de Tecnologia
de Avaliação da Qualidade do Ar da Companhia. Esse distanciamento interessa aos
técnicos, conforme explicou, porque o ozônio leva, em média, três horas para ser
formado e, assim, esta estação irá ajudá-los a entender seu deslocamento e saber
mais sobre a sua formação.
A CETESB monitora a qualidade do ar através da rede automática, por meio de 12
estações de medição na Capital, 9 nos municípios da Região Metropolitana de São
Paulo (RMSP), 5 no interior do Estado e 3 no litoral paulista, totalizando 29
estações.
Fonte: Secretaria Estadual do Meio Ambiente de SP