São Paulo, 05 de junho de 2.007 - Hoje (5/6) , em todos os cantos do planeta comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente, ponto máximo de uma semana inteira reservada aos debates sobre as relações do ser humano com a natureza, da qual é parte integrante, mas nem sempre se dá conta disso, seja por desconhecimento e falta de informação; seja em decorrência da sua prepotência. Por isso, a humanidade tem mais para refletir nesta data do que a comemorar. Os sinais dados pela natureza levam a essa conclusão. São sinais de alerta de que precisamos mudar nossa forma de nos relacionar com o meio ambiente, seja ele natural ou o urbano, hoje um ponto-chave do debate ambiental, por acolher maior parte da população do planeta.
O Brasil, por sua incomparável
biodiversidade e o modo como vem tratando esse patrimônio mundial precisa
redobrar as suas reflexões e certificar-se do seu papel e da sua importância
neste cenário envolve todas as formas de vida. Muitos prejuízos ao meio ambiente são irreparáveis, mas podemos mitigar os estragos, evitando que nossa postura continue trazendo problemas e que possamos deixar para as gerações futuras mais que destruição. Por isso, essa data mostra-se extremamente importante para conscientizar a sociedade para o problema. A preocupação com a conservação vem crescendo, mas é preciso atitude, sobretudo das autoridades, que muitas vezes passam por cima do arcabouço de normas ambientais, de pareceres técnico-científicos e dos clamores sociais, em nome de veleidades.
Hoje, em função das múltiplas
atividades humanas, que têm ocasionado sérios problemas de degradação
socioambiental, o planeta está em risco a ponto de comprometer todas as formas
de vida.
Há exatos 35 anos foram dados os
primeiros sinais de alerta na Conferência de Estocolmo (1972), cujos princípios
tinham o propósito de servir de inspiração e orientação para a preservação do
ambiente humano. O ideário ganhou reforço, 20 anos depois na Conferência do Rio
de Janeiro (1992), chamada Rio-92, e mais recentemente pela de Conferência
Johanesburgo, na África do Sul, chamada de Rio+10. As mudanças ocorrem num ritmo muito mais lento do que seria o ideal para não haver esse nível de comprometimento dos recursos naturais, que configurasse no chamado desenvolvimento sustentável, o único capaz de trazer condições de preservar os recursos naturais e condições de vida saudável para as gerações futuras.
O Brasil, que sediou o maior
encontro de debate ambiental de todos os tempos, tem obrigação moral de cumprir
as tarefas da Agenda 21, o mais importante documento da Rio-92.
Que as celebrações do Dia Mundial
do Meio Ambiente sejam de fato um pretexto para repensarmos nosso papel nesta
luta, que é de todos nós sem qualquer exceção.
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