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Entidades
querem "Operação Curupira" para o projeto da Usina Hidrelétrica Barra
Grande (SC), licenciada com base em EIA/RIMA fraudulento
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Ecossistema em 6.000 ha de florestas intactas está ameaçado pelo projeto insano
de construção de uma hidrelétrica, cujo licenciamento foi
fundamentado em EIA-RIMA fraudulento
Conheça mais detalhes no dossiê completo
clicando aqui >>
Envie seu protesto ao Presidente da
República e à Ministra do Meio Ambiente
http://www.apremavi.com.br/actions/pprotestobarra.htm

Santa Catarina, junho de 2.005 - No dossiê divulgado pela R.M.A. (Rede de
Organizações Não Governamentais da Mata Atlântica) estão sistematizadas
informações a respeito da Usina Barra Grande, bem como das ações das ONGs
ambientalistas, para impedir a insanidade que é deixar essa hidrelétrica afogar
a floresta.
A Usina Hidrelétrica de Barra Grande é uma obra de grande porte, gerando
significativos impactos ambientais em áreas dos municípios de Anita Garibaldi,
Cerro Negro, Campo Belo do Sul, Capão Alto e Lages, em Santa Catarina, e Pinhal
da Serra, Esmeralda, Vacaria e Bom Jesus, no Rio Grande do Sul.
Especialmente preocupante é o fato de que o lago que será gerado quando as
comportas da Barragem Hidrelétrica fecharem, um empreendimento aparentemente sem
nenhum arrependimento da empresa BAESA-Energetica Barra Grande S.A., irá inundar
um importantíssimo remanescente de
Floresta de Araucárias (Floresta Ombrófila Mista),
uma formação florestal que faz parte do bioma
Mata Atlântica.
Para poder dar início às obras da hidrelétrica, fez-se conforme manda a lei um
Estudo de Impacto Ambiental (EIA). Este estudo foi realizado pela empresa
Engevix, que no seu laudo omitiu a presença de mais de 2000 ha de florestas
primárias de araucárias (Araucaria angustifolia) e outros 4.000 de
florestas em diferentes estados de regeneração. Neste EIA, omite-se a presença
destas matas, afirmando-se que as
"matas remanescentes (...) demonstram claramente
sinais de serem arranjos secundários (...) a espécie Araucaria angustifolia
não é comum, sendo mais freqüentemente observada como indivíduos isolados ou
em conjuntos pouco densos em áreas menos declivosas".
Para ilustrar estas afirmações, o EIA chega a mostrar
fotos de áreas que nem ao menos serão inundadas pelo empreendimento, com
araucárias esparsas numa pastagem.
A veracidade deste laudo aparentemente não foi controlada pelos órgãos federais
competentes, e na prática mais de 60 km² de florestas da Mata Atlântica foram
declaradas como inexistentes, e o empreendimento autorizado.
A Mata Atlântica está reduzida a cerca de 7% da sua área original, sendo que
nesta área remanescente restam pouquíssimas florestas de mata primária (mata
virgem). A maioria dessas florestas fortemente fragmentadas estão alteradas pela
ação depredadora do "homem civilizado".
A Floresta de Araucárias, por sua vez, representa em Santa Catarina menos de 1%
da cobertura florestal do estado. No Rio Grande do Sul, praticamente não existe
mais. No estado do Paraná, esta formação florestal também praticamente
desapareceu. "Pinheiro do Paraná" é chamada também a Araucária (Aracauria
angustifolia), certo seria dizer "O pinheiro que já foi do Paraná". Esta
espécie consta da lista oficial do IBAMA das espécies ameaçadas de extinção.
Os poucos remanescentes que ainda existem da Floresta de Araucárias são de
singular importância para a preservação da biodiversidade. Nestas matas, a
Araucária, embora a árvore-caráter dessas florestas, é apenas uma de muitas
espécies da flora e fauna, várias delas endêmicas (que só se encontram ali).
Dentre os animais endêmicos, a gralha-azul é talvez uma das espécies mais
conhecidas.
O Lago da Hidrelétrica de Barra Grande, se for finalizada, irá inundar mais de
6.000 ha de floresta. E tudo isso por que a obra foi autorizada por meios
fraudulentos, "todo o procedimento está completamente viciado", conforme
constata o juiz federal Osni Cardoso Filho (veja matéria publicada no
aprenews de 27.10.2004).
Atualmente a justiça federal parece "render-se à lógica do fato consumado
quando ainda há tempo de evitar o dano ambiental, [o que] significa corroborar
com procedimentos criminosos", conforme relata o site
O ECO, em matéria do dia
08.11.2004.
Conheça todas as informações com
detalhes no site da APREMAVI - Associação de Preservação do Meio-Ambiente do
Alto Vale do Itajaí:
http://www.apremavi.com.br

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