Campanha pelo banimento dos agrotóxicos banidos em outros países

O movimento Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida reuniu milhares de assinaturas

Brasília, abril de 2.013 - A entrega das assinaturas pelo banimento no Brasil dos agrotóxicos já banidos em outros países foi feita em 9 de abril, em Brasília, marcando os dois anos da Campanha Contra os Agrotóxicos.

Vale lembrar que o Brasil ainda permite o uso de substâncias já proibidas em outros países por conta dos seus prejuízos à saúde e ao meio ambiente.

Em 2012, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva publicou três (3) dossiês sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde e no meio ambiente, que são a prova definitiva de que os agrotóxicos estão destruindo nossa saúde e que é perfeitamente possível produzir alimentos saudáveis em grande quantidade sem eles.

Nos últimos três anos o Brasil vem ocupando o lugar de maior consumidor de agrotóxicos no mundo.

Os impactos à saúde pública são amplos porque atingem vastos territórios e envolvem diferentes grupos populacionais como trabalhadores em diversos ramos de atividades, moradores do entorno de fábricas e fazendas, além de todos nós que consumimos alimentos contaminados.

Tais impactos são associados ao nosso atual modelo de desenvolvimento, voltado prioritariamente para a produção de bens primários para exportação.

Nos recentes eventos da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), como o I Simpósio Brasileiro de Saúde Ambiental e o V Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, foi aprovado moções sugerindo um maior envolvimento de nossa entidade com essas questões, principalmente as relacionadas aos agrotóxicos.

O GT de Saúde e Ambiente da ABRASCO tem produzido várias reflexões sobre esse tema e, em sua oficina realizada no VIII Congresso Brasileiro de Epidemiologia, decidiu contribuir com a iniciativa de construir, junto com os GTs, Comissões e associados da ABRASCO, um Dossiê sobre os impactos dos Agrotóxicos na Saúde no Brasil.

Esse Dossiê visa alertar, por meio de evidências científicas, as autoridades públicas nacionais, internacionais e a sociedade em geral para a construção de políticas públicas que possam proteger e promover a saúde humana e dos ecossistemas impactados pelos agrotóxicos.

Dossiê Parte 1
Agrotóxicos, segurança alimentar e nutricional e saúde


Dossiê Parte 2
Agrotóxicos, saúde, ambiente e sustentabilidade

Dossiê Parte 3 - Agrotóxicos, conhecimento científico e popular: construindo a ecologia de saberes

Participe da campanha, clicando aqui

Fonte: ASPTA - ABRASCO