Canela, no Rio Grande do Sul, estima em R$ 100 milhões prejuízos causados por vendaval de até 124 km

Curitiba, 25 de julho de 2.010 – A prefeitura de Canela estima em cerca de R$ 100 milhões os prejuízos causados pelo vendaval de quarta-feira (21) nos sete bairros mais afetados. Segundo assessores da prefeitura, após avaliação preliminar feita por equipes do município e da Defesa Civil, pode-se afirmar que o fenômeno danificou cerca de 600 casas (total ou parcialmente) e 2,5 mil árvores, arrancadas. Duas mil pessoas foram atingidas e 300 estão desalojadas.

A prefeitura irá assinar convênio com o governo do estado, que vai liberar recursos para reconstrução de 74 casas de famílias de baixa renda desabrigadas pelo temporal. As residências terão custo unitário de RS 20 mil – R$ 10 mil do governo federal, R$ 6 mil do estadual e R$ 4 mil do municipal.

O turismo, maior fonte de riqueza e geração de emprego das cidades da região, que corresponde a 60% da economia da cidade, não foi afetado e a rede hoteleira está com 95% de sua capacidade lotada neste final de semana. O apelo das autoridades locais é que, para ajudar a reconstruir Canela, as pessoas não cancelem reservas e continuem visitando a cidade.

A Defesa Civil divulgou alerta meteorológico informando sobre a possibilidade de novos períodos de instabilidade climática para os próximos no Rio Grande do Sul.

Relatório da Defesa Civil do Rio Grande do Sul divulgado na noite desta quinta-feira, 22, aponta que os ventos de 124 km/h que atingiram a cidade de Canela, na noite de quarta-feira, 21, danificaram ao menos 407 imóveis e destruíram outras 81 casas.

Segundo o órgão, 180 pessoas estão desalojadas e 11 estão desabrigadas. Outros 11 moradores tiveram ferimentos sem gravidade após a passagem do vendaval com características de tornado que durou cerca de 40 segundos. Os feridos foram atendidos no Hospital de Caridade de Canela e, em seguida, liberados.

O vendaval atingiu sete bairros do município: São José, Quinta da Serra, Santa Terezinha, Vila Maggi, Vila do Cedro, Santa Marta e Leodoro de Azevedo. Nesses locais, mais de 250 árvores de grande porte foram arrancadas pelo temporal.

Em Gramado, o mau tempo derrubou árvores e destelhou casas. Apesar disso, a Defesa Civil Estadual não registrou graves ocorrências na cidade. Os estragos nos dois municípios ainda estão sendo contabilizados.

Os municípios de Ibiaçá, Imigrante e Nonoai também foram afetados por fortes chuvas, enxurradas e vendavais. Em cada cidade, houve o registro de dezenas de construções danificadas.

A Defesa Civil Estadual informou que um comitê de gerenciamento da crise foi formado hoje para prestar atendimento de urgência às vítimas. O grupo é composto por integrantes da Defesa, Executivo Municipal e Corpo de Bombeiros.

Fonte: Agência Brasil