A Carta da Terra na perspectiva da educação

O Instituto Paulo Freire (IPF) organização não governamental incumbida de realizar a consulta mundial com os educadores – participou em 1995 em Jomtien (Tailândia), da 7º Conferência Mundial da ICEA (Associação Internacional de Educação Comunitária) em torno do tema “Desenvolvimento Sustentável através da Educação Comunitária”.

Nessa Conferencia Mundial, Francisco Gutiéreez, Cruz Prado, Moacir Gadotti e Néstor Fuentes, Miriam Caetano e Stela Graciani, Membros do IPF, apresentaram os resultados dos trabalhos desenvolvidos a partir da Rio – 92 e proposta de metodologia ser utilizada na consulta mundial.

Nesta Conferência foi indicado o tema “A Carta da Terra na Perspectiva da Educação” futura Conferência Mundial a ser realizada no Brasil.  

No segundo semestre de 1996, a ICEA e o IPF testaram uma metodologia de trabalho com grupos sociais e populares em 7 países da América Latina. Os resultados desta consulta foram apresentados na Rio+5 (1997). A Rio+5 objetivou avaliar o avanço alcançado pela Agenda 21 (Rio-92) e juntar foças para a elaboração da Carta da Terra (2002), em Haia (1995) numa reunião com a Cruz Verde, patrocinada pelo governo holandês. Nesta conferência, foi aprovada nova minuta de referência da Carta da Terra.

O Instituto Paulo Freire (IPF), enquanto membro da Coordenação Nacional da Carta da Terra, através de acordo de cooperação com o Conselho da Terra, está incumbido de realizar uma consulta mundial para sistematizar as contribuições à redação da Carta da Terra na perspectiva da educação.  

Para este fim, o IPF organizou o I Encontro Internacional da Carta da Terra na Perspectiva da Educação com o objetivo de:  

1.-Criar e estimular espaços de afirmação social da Carta da Terra no campo da educação nos diferentes países;
2.-Propor projetos e programas educacionais adequados aos princípios da Carta da Terra;
3.-Construir uma pedagogia apropriada aos princípios da Carta da Terra (ecopedagogia);
4.-Estimular o registro, a divulgação e a comunicação de processos consolidados e experiência em andamento relacionados à Carta da Terra;
5.-Propiciar vivências interculturais.  

O encontro está aberto a toda cidade da Terra que contribui com a tarefa de educar atuando nas diferentes áreas do conhecimento e queira ajudar a escrever o futuro do nosso planeta.

O I Encontro privilegiará os seguintes eixos temáticos:

Visão Prospectiva de Sistemas Educacionais, Pedagogias de Afirmação Ética, Educação e Cultura da sustentabilidade, Educação para a Cidadania Planetária e Sistemas educativos Planetários de Comunicação e Intercâmbio.

Para coordenar a Agenda da Carta da Terra na Perspectiva da Educação, um grupo de participantes da Confer6encia Continental das Américas (Cuiabá, 1998) e a Diretoria do IPF Indicaram um coletivo composto pelas seguintes pessoas e instituições: Miriam Vilela ( Conselho da Terra), Jorge Werthein ( UNESCO), Francisco Gutiérrez ( ILPEC), Carlos Alberto Maldonado ( Instituto Creatio), Moarcir Gadotti e José Eustáquio Romão (IPF), Leonardo Boff (UERJ), Roberto Figueredo ( Academos), Aspásia Camargo (Min. Relações Exteriores), Jorge Zimmermann ( UNICEF), Stela Graciani ( PUCSP), Mirian Caetano ( ABREVIDA), Guatavo Belic Cherubine ( GRAMA),Fábio Cascino ( PUC/SP), Pedro Jacobi (USP), Emília Queiroga Barros ( NIC) Walter Garcia (ABT) e Luiz Carlos de Oliveira ( Planeta Azul).

Durante 1997 e 1998, formaram-se trinta e cinco comitês nacionais da Carta da Terra e foram realizadas inúmeras conferências. Os comentários e recomendações procedentes de todas as regiões do mudo foram enviados ao Conselho da Terra e ao Comitê de Redação. O Texto da Carta da Terra, guiado por essas contribuições ao processo de consulta, tem sido revisado amplamente.

Assim, em abril de 1999, a Comissão da Carta da Terra emitiu a Minuta do Documento de Referência II.

O processo de consulta continuará durante 1999 para assegurar a oportunidade a indivíduos e grupos de realizar suas contribuições ao processo de redação.