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Governo quer estimular o carvão mineral, um combustível altamente poluente
São Paulo, setembro de 2.006 - Aumentar de 2% para 5% até 2015 a participação do
carvão mineral na geração de energia no país é um dos objetivos almejados pelo
Ministério da Ciência e Tecnologia. As pesquisas científicas para atingir essa
meta tiveram início este mês, com a liberação de R$ 3,5 milhões, provenientes do
Fundo Setorial de Energia Elétrica.
Nessa fase atual, o projeto está voltado para a capacitação de laboratórios de
universidades, institutos e centro de pesquisa. Além disso, também haverá ações
voltadas para o aperfeiçoamento dos recursos humanos e para o estímulo à
cooperação internacional.
Segundo o MCT, o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) está participando do
comitê gestor do projeto ao lado de entidades do setor produtivo e dos centros
de pesquisas e do Ministério das Minas e Energia. A coordenação da iniciativa,
que visa a retomar o programa do carvão brasileiro, está sob responsabilidade do
professor Carlos Hoffmann Sampaio, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
O trabalho do comitê se estenderá por três anos.
Atualmente, o País consome 5 milhões de toneladas por ano de carvão mineral. De
acordo com as pesquisas até hoje feitas, existem 31 bilhões de toneladas do
mineral em reservas. Elas estão localizadas nos estados de Santa Catarina,
Paraná e Rio Grande do Sul. Em todos esses locais, o carvão beneficiado é
utilizado em usinas termelétricas.
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