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Brasília, 02 de
janeiro de 2.007 - A importação do gás CFC e a utilização do herbicida brometo
de metila, duas das principais substâncias que destroem a cama de ozônio, estão
proibidas no Brasil desde a última segunda-feira (01/01) pelo Conselho Nacional
do Meio Ambiente (Conama). No caso do CFC, o Brasil já não produzia a substância há algum tempo e, nos últimos anos, havia estabelecido cotas progressivas para reduzir a importação, agora totalmente proibida. Já a proibição definitiva do uso do brometo concluiu um processo que começou com a proibição da sua importação em janeiro de 2005. "A determinação brasileira de cumprir o protocolo com antecedência se deve a instruções normativas e resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente", afirma o diretor do Programa de Qualidade Ambiental do MMA, Ruy de Góes. O MMA coordena o Programa Brasileiro de Eliminação da Produção e Consumo das Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio. O Programa conta com recursos financeiros do Fundo Multilateral do Protocolo, que, em 2010, investirá US$ 26,5 milhões para auxiliar o Brasil a alcançar novos resultados positivos na área, em relação a outros produtos perniciosos ao ambiente. Atualmente, o CFC sobrevive basicamente em equipamentos velhos, geladeiras, equipamentos de ar-condicionado residenciais e automotivos. O CFC só sai de fábrica, hoje, nos chamados casos de "usos essenciais", como na bombinha utilizada no tratamento da asma. "É uma exceção no protocolo, mas seu uso é restrito e pode terminar por completo, pois um estudo do governo prevê a substituição do CFC das bombinhas por outro produto", afirmou Góes.
O CFC de
equipamentos antigos, como o que movimenta geladeiras fabricadas antes de 2000
(as posteriores não contêm CFC), o chamado "gás refrigerante", será
reaproveitado para manter em operação velhos equipamentos. Com recursos do Fundo
Multilateral, uma Central de Regeneração (banco de estoque do gás) foi montada
em São Paulo. O Protocolo de Montreal determina a eliminação de todas as substâncias que destroem a camada de ozônio. A luta se dá contra vários produtos. Os mais perniciosos são o CFC e o brometo de metila. Mas há também o CTC, um agente de processos na indústria química, e os halons, que são usados em extintores de incêndio e também estão sob controle. De acordo com Ruy de Góes, o objetivo, em 2007, é enfrentar os gases que passaram a ser utilizados como substitutos do CFC, mas que causam igualmente problemas, como o HCFC. Ele tem dois prazos de eliminação previstos pelo Protocolo de Montreal: a produção será congelada em 2015 e sua eliminação ocorrerá em 2040. "Mas pretendemos levar ao Conama a discussão de prazos mais restritivos do que os estabelecidos, tal como fizemos no CFC" informou Góes.
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