Inicial Quem somos Notícias Artigos Agenda 21 Dicionário  Pesquisa Legislação
Água Eventos Livros ONGs Campanhas Downloads Links Newsletter
 

Manifestações no fim de semana vão lembrar os três anos da chacina de Unaí (MG), em que morreram três auditores do Ministério do Trabalho e um motorista

Ana Paula Marra
Repórter da Agência Brasil

Brasília, 26 de janeiro de 2.007 - Os três anos da chacina de Unaí serão lembrados amanhã (27), durante ato público em Belo Horizonte. Na chacina, foram mortos os auditores fiscais Eratóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage, Nelson José da Silva e o motorista Ailton Pereira de Oliveira, que investigavam denúncias de trabalho escravo na zona rural de Unaí, em Minas Gerais.  Os trabalhadores foram mortos no dia 28 de janeiro de 2004.

O crime  ganhou repercussão nacional e internacional, mas até hoje os nove acusados de envolvimento na chacina não foram julgados. Por isso, parentes, amigos e trabalhadores exigem punição rápida e rigorosa dos culpados.

O presidente da Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho de Minas Gerais, José Augusto de Paula Freitas, manifestou hoje (26) indignação com a impunidade dos acusados. “Não cabe a mim comentar as decisões da Justiça, mas quero novamente aqui manifestar a minha indignação com relação ao caso. Defendo, inclusive, se for necessário, alteração no Código Civil brasileiro, que hoje favorece, de alguma maneira, manobras”, disse Freitas, em entrevista coletiva na qual reclamou do andamento do processo.

Atualmente, o processo está no Tribunal Regional Federal da 1a Região, em Brasília, onde, desde dezembro do ano passado, aguarda decisão do vice-presidente, desembargador Carlos Olavo, sobre a admissibilidade dos recursos e razões apresentados pela defesa dos réus, que desejam recorrer com recursos especiais e extraordinários ao Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal, respectivamente.

Segundo informou o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, dos nove suspeitos, três estão em liberdade, beneficiados por habeas corpus. São eles: Antério Mânica, prefeito de Unaí, o irmão dele, Norberto Mânica, e o empresário José Alberto Costa.

Domingo (28), em Unaí, outro ato público vai marcar os três anos da morte da equipe da Delegacia Regional do Trabalho. No município, próximo a Brasília, a manifestação será realizada às 11 horas, no local do crime, na estrada de terra próxima ao Trevo das Sete Placas.

Chacina de Unaí completa três anos sem julgamento

Brasília, 28 de janeiro de 2.007 - A “Chacina de Unaí” completa três anos hoje (28). Em memória dos auditores fiscais João Batista Soares Lage, Eratóstenes de Almeida Gonçalves, Nelson José da Silva, e o motorista Aílton Pereira de Oliveira, manifestantes realizam ato público e culto ecumênico.

A manifestação acontece no local do crime, em Unaí, em uma estrada de terra próxima ao Trevo das Sete Placas, e pedirá a agilização do julgamento dos nove acusados de envolvimento na chacina. A equipe da Delegacia Regional do Trabalho foi morta quando investigava denúncias de trabalho escravo na zona rural do município. O caso ganhou repercussão nacional e internacional.

Familiares, amigos, auditores fiscais e trabalhadores cobram agilidade no julgamento dos acusados e exigem a punição dos culpados. Já se passaram mais de dois anos desde que a sentença da Justiça Federal, que decidiu levar a júri popular os acusados da chacina. De todos, somente o acusado Antério Mânica, atual prefeito de Unaí, tem direito a foro privilegiado.

Atualmente, o processo está no Tribunal Regional Federal da 1º Região e, desde dezembro do ano passado, aguarda decisão do vice-presidente, desembargador Carlos Olavo, sobre a admissibilidade dos recursos e razões apresentados pela defesa dos réus, que desejam recorrer com recursos especiais e extraordinários ao Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal, respectivamente.

Leia mais: