Marina Silva destaca importância do Cinturão Verde de São
Paulo
São Paulo, 01 de
abril de 2.005 -
Nós últimos 45 anos, o ser
humano passou a mudar o mundo ao seu redor em uma velocidade nunca antes vista.
Mais terras foram incorporadas para a agricultura do que durante os séculos
XVIII e XIX, e hoje há mais água doce represada do que correndo nos rios. Toda
essa mudança também traz impactos para o próprio homem. Mas quais são esses
impactos e quanto custam para a humanidade? Para responder a essas perguntas, a
Organização das Nações Unidas (ONU) construiu a Avaliação Ecossistêmica do
Milênio.
O relatório geral sobre os impactos da ação humana sobre o ecossistema global
foi lançado nesta quinta-feira (30) simultaneamente em nove capitais do mundo,
entre elas, Brasília. A avaliação começou a ser feita em julho de 2001 e
envolveu 1.360 cientistas das mais diversas áreas de pensamento e de 95 países
diferentes.
Nesta sexta (1º), foram apresentados na capital paulista alguns resultados
preliminares da segunda fase dos estudos da ONU. Nessa etapa, que se estenderá
pelos próximos dois anos, serão analisados mais profundamente 33 ecossistemas
definidos, entre eles o cinturão verde da cidade de São Paulo.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que não compareceu ao evento por
motivos de saúde, mandou uma carta em que destacou a importância do cinturão
verde para o estudo dos impactos das mudanças nos ecossistemas para o bem-estar
do ser humano. "Mais de 10% da população do país depende deste ecossistema [o
cinturão verde de São Paulo] para conseguir água e alimentos", lembrou Marina
Silva.
Em sua avaliação, a ONU mensurou inclusive os impactos financeiros das atuações
humanas nos ecossistemas e percebeu uma relação quase direta entre destruição
dos recursos naturais e o aumento da miséria. O objetivo do relatório é auxiliar
os governantes a tomar decisões sobre os problemas ecológicos e subsidiar
futuros acordos internacionais sobre o tema.
Fonte:
Pedro Z. Malavolta da Agência
Brasil