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São Paulo, 19 de maio de 2.006 - A proposta do Programa Estadual de Apoio às ONGs - PROAONG de aprofundar conhecimentos ambientais, promoveu no dia 19 de maio, em Piracicaba, o curso "Cidades Sustentáveis e Cidades Insustentáveis". A atividade, que reuniu especialistas em ocupação de espaços urbanos, teve o objetivo de difundir e sensibilizar setores da sociedade a respeito da sustentabilidade das cidades. Na abertura, a geógrafa Solange Terezinha de Lima Guimarães, doutora pela Universidade Estadual Paulista - UNESP, enfatizou a importância da forma de se olhar a cidade em que se vive. Essa atitude, segundo a geógrafa, envolta da percepção dos aspectos positivos ou negativos existentes, possibilita a valorização dos sentidos e a interpretação das sensações. "Devemos conceber o meio ambiente por meio das ações e das reações, como o proteger ou o destruir a sua cidade," explicou. Guimarães enfatizou o conceito de cidadania planetária, no qual o ser humano passa por uma renovação do seu interior e luta pela recuperação do Planeta, alicerçando valores baseados, não só nos bens materiais, mas na dignidade, na lealdade e na tolerância. "Só a valorização de todos os indivíduos levará a uma qualidade de vida saudável e igualitária em nosso Planeta", concluiu. Para Magda Adelaide Lombardo, geógrafa pela UNESP e doutora pela University of Maryland System e University of California - Berkely, as questões climáticas são um fator preponderante na qualidade de vida da cidade avaliada, considerando que as oscilações de temperatura influem diretamente na saúde e qualidade de vida". Na opinião de Lombardo, uma cidade saudável deve dispor de leis de uso e ocupação do solo adequadamente interpretadas e cumpridas, salientando que " a cidade de Berlim, na Alemanha, apresenta 45% de espaços ocupados por áreas verdes". Para a geógrafa, a cidade de São Paulo é deficitária em espaços verdes na região central, onde apenas 3% de sua área apresentam cobertura vegetal. Como ilha saudável na Capital, a pesquisadora cita o bairro do Morumbi, na Zona Sul, e a área dos Jardins, que apresentam áreas verdes dentro dos padrões estabelecidos para uma vida saudável. Já o Bairro de Itaquera, na Zona Leste, a especialista aponta como uma ilha doente. A qualidade das moradias foi outra questão abordada pela especialista. "Uma casa saudável apresenta pé direito elevado, cobertura de telhas de barro claras e paredes em tonalidades suaves, com espaços repletos de janelas que proporcionam luz e ventilação adequadas, sem esquecer que a construção deve preservar uma área verde, preferencialmente, com o plantio de árvores", finalizou. O encontro, realizado no SIMESPI - Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânica, de Material Elétrico-Eletrônico, Siderúrgicas e Fundições de Piracicaba, Saltinho e Rio das Pedras, faz parte do Ciclo de Cursos promovido pelo Departamento de Educação Ambiental , da Coordenadoria de Planejamento Estratégico e Educação Ambiental - CPLEA, órgão vinculado à Secretaria do Meio Ambiente. O curso contou com 161 participantes, entre secretários municipais, representantes de ONGs e de conselhos municipais de meio ambiente, educadores, estudantes da USP, UNIMEP, UFSCar, UNISAL, PUC, UNICAMP, CENA-USP e UNESP, técnicos de meio ambiente, funcionários de empresas privadas e de prefeituras.
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