
Defensoria Pública entra com ação questionando devastações ambientais pela
monocultura do eucalipto nas cidades de
Taubaté e Redenção da Serra, em SP
Taubaté
(SP), em 11 de março de 2.010 - A Regional de Taubaté da Defensoria Pública do
Estado de São Paulo ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) em face da VCP –
Votorantim Celulose e Papel, hoje conhecida como FIBRIA, responsável, segundo a
ação, pela implantação da monocultura na região.
O Defensor Público e coordenador da Regional, Wagner Giron de La Torre (foto),
que assina a ACP, questiona as devastações socioambientais derivadas da expansão
descontrolada da monocultura do eucalipto nos municípios de Redenção da Serra e
Taubaté, totalmente recobertos pela crescente eucaliptização de suas zonas
rurais, e pede a imediata suspensão dos plantios atuais e futuros do eucalipto
nesses municípios até que seja realizado o estudo de impacto socioambiental.
De acordo com o Defensor, as denúncias foram feitas por movimentos populares de
defesa do meio ambiente da região e o trabalho de pesquisas e coletas de provas
para propositura da cão duraram 24 meses. Segundo consta da ação, a VCP/Fibria é
responsável pelo plantio intensivo do eucalipto na Bacia do Rio Una, tombada
como patrimônio histórico e ambiental de Taubaté e uma das principais fontes de
abastecimento de água potável para a população de Tremembé e Taubaté.
A área ainda é classificada como uma área de preservação permanente (APP) e como
tal a exploração dos recursos naturais é proibida. Além disso, o plantio
intensivo de eucalipto nesta área estaria causando a extinção de inúmeras fontes
de água, rios e cachoeiras, bem como acelerando o processo de assoreamento do
Rio Una.
Outro problema ambiental também foi registrado: a aceleração do processo de
desertificação de terras e perda de solos férteis devido ao grande número de
estradas clandestinas abertas em meio às plantações de eucalipto para escoamento
das toras dessas árvores por meio de caminhões.
Diante destes e de outros problemas ambientais e sociais encontrados, a
Defensoria Pública em Taubaté pede, além da suspensão do plantio de eucalipto, o
corte das árvores de eucalipto plantadas nas APPs, inclusive em topos de morros,
e indenização pelos danos ambientais já causados.
Na ação, a Defensoria pede ainda que sejam cumpridas pelos órgãos públicos as
normas ambientais com a exigência de realização de processo administrativo de
licenciamento ambiental. Além disso, que os municípios envolvidos instituam um
zoneamento agroflorestal em seus territórios, direcionados à preservação dos
recursos naturais.
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social e Assessoria de Imprensa
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