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Grileiros invadem a terra
indígena Uru-eu-wau-wau
em Rondônia, comandados por cinco líderes, que vendem lotes aos invasores |
Rondônia, janeiro de 2.007 -
Cerca de aproximadamente 800 grileiros invadiram a terra indígena
Uru-eu-wau-wau, em Rondônia, e ameaçam a vida do povo indígena. Estes invasores
são comandados por 5 lideres entre eles um advogado que ficam vendendo lotes
para os invasores, que sabem que é terra indígena, mas que confiam na impunidade
e na falta do cumprimento das leis e da justiça.
Os desmandos são inúmeros, os 5 lideres são pessoas acostumadas a praticar este
tipo de invasão sem nenhuma punição, muitos riem da própria FUNAI dizendo que
fazem o que bem quiserem, pois nenhuma lei seja ambiental ou indígenista será
capaz de tira-los do local.
Alem de invadirem e lotearem a terra indígena estes invasores estão cometendo
danos ambientais como a retirada ilegal de madeira, garimpagem e matança de
animais silvestres.
Todos os crimes acontecendo sobre o olhar da FUNAI e do IBAMA que muito pouco ou
quase nada fazem para conter as invasões. Os caminhões carregados de madeira
passam debaixo do nariz do IBAMA que assistir a tudo sem nada fazer.
Os garimpeiros chegaram a um dos locais mais sagrados dos indígenas que são as
cavernas no Parque Nacional de Pacáas Novos, estão destruindo pintura ruprestes
que foram feitas a milhares de anos.
A garimpagem acontece ainda no local chamado de sete tombos uma cachoeira a
aproximadamente 7 kms da aldeia do Jamari e onde o IBAMA se quiser pode agir,
multar e retirar os invasores. Porque não retiram os invasores é o grande
mistério.
Posse aos índios do local
conhecido como BURAREIRO
A mais de um ano e meio a Justiça deu liminar reintegrando a posse aos índios do
local conhecido como Burareiro. Apesar da Liminar a FUNAI até o momento não
retirou nenhum invasor. Sabemos de fontes seguras que na reunião com os
invasores para a entrega de documento do Oficial de Justiça dando 60 dias para
que os invasores se retirassem – este prazo encerrou-se em 08 de novembro
de 2006 – nada foi feito.
Durante a reunião os invasores
riram e disseram na cara da FUNAI que não obedeceriam, que já haviam ganho uma
vez, e que não cumprem lei.
Perguntamos: Porque os invasores não foram retirados, apesar da lei dizendo que
isto deveria acontecer? Afinal se cumpre ou não lei neste Estado?
Qual o poder destes invasores junto a FUNAI e a Justiça?
Se falta recursos humanos, porque a FUNAI não solicita o apoio da Polícia
Federal, Batalhão Florestal e Ministério Público?
Falta de recursos ou
descaso da FUNAI?
Apesar de receber inúmeros pedidos dos Uru-eu-wau-wau, documentos da Kanindé
informando sobre as invasões, a FUNAI alega o tempo todo que não tem dinheiro
para cumprir com seu papel e obrigação. Que não tem pessoal, não tem
infra-estrutura.
Porém estas alegações deixam muito a desejar, já que poderia pedir o apoio do
Exército, da Polícia Federal, do Batalhão Florestal e do IBAMA que tem a
obrigação de multar os danos ambientais.
Se cada invasor que desmatou fosse multado por danos ambientais e este recurso
fosse investido para melhorar a infra-estrutura e capacidade da FUNAI certamente
não faltaria recursos.
Antevendo um genocídio
Os Uru-eu-wau-wau e Amondawa cansados de esperar pela FUNAI e pelos demais Órgão
estão dispostos a fazer justiça com as próprias mãos.
Temos enviado documentos ao Ministério Público, a FUNAI, e a Polícia Federal
alertando sobre a situação e não temos visto nenhuma ação no sentido de retirar
os invasores.
Caso haja um encontro entre índios e invasores haverá um verdadeiro genocídio,
pois fomos informados que os invasores estão armados com armas de fogo, enquanto
os índios tem apenas arco e flecha.
Será que vão esperar os Uru-eu-wau-wau morrer para tomarem providências sobre o
caso?
Onde está o Ministério da
Justiça?
Onde está a FUNAI, o IBAMA, o Ministério Público Federal e os demais órgãos
responsáveis pelas terras indígenas?
Cabe ao Governo Federal e Estadual proteger aos indígenas e não deixa-los a
mercê de criminosos e invasores de terra.
Contatos sobre o assunto com gtarondonia@gmail.com ou kaninde@kaninde.org.br
Ato no Pará em defesa de
Dom Erwin
Amigos e Amigas, todos estão acompanhando as ameaças que estão sendo feitas ao
Bispo do Xingu e ao seu trabalho.
Na terça-feira, dia 2 de de janeiro, houve uma manifestação pública em Altamira,
na Praça do Instituto Maria de Mattias que fica na beira do rio Xingu. A
manifestação aconteceu no final da tarde.
Se alguém quiser enviar alguma manifestação de solidariedade, pode usar o
seguinte endereço: centropa@amazoncoop.com.br ou pelo tel/fax 933515 2494.
POLICIA FEDERAL ENCERRA OPERAÇÃO RENASCER
(Portal ORM) - A Polícia Federal encerrou no começo da tarde de terça (19/01), a
operação Renascer, deflagrada nos Estados do Pará e Maranhão. Oito pessoas foram
presas, acusadas de crime ambiental, dentre os presos estão dois PMs, detidos em
Monte Alegre, oeste do Estado, acusados de fazer escolta ilegal para caminhões
carregados de madeira. O cabo Rosildo Favacho Teixeira e o tenente Éder Jessé
Martins foram encaminhados para a sede da PF em Santarém. Eles responderão crime
de corrupção passiva, além de formação de quadrilha.
Além deles, foram presos os empresários Rejane Guedes de Moura e Silva, Luciene
Damas de Carvalho Reis, Anísio Teófilo, Sandro Dandolini Peper, Elias Rogério
Picanço Alves, Euzébio Maria Alves. Estão foragidos Stênio Oliveira Gondim e
Nivaldo Rodrigues de Souza. As prisões aconteceram em Belém, Santarém, Monte
Alegre, Moju, Icoaraci, Paragominas e Imperatriz (MA).
A quadrilha extraía ilegalmente madeira no município de Prainha, no Oeste do
Estado do Pará. A área pertence ao governo federal, que deve criar no local uma
reserva extrativista denominada Renascer. No total, a Justiça Federal de
Santarém expediu dez mandados de prisão e 23 e busca e apreensão. Até o início
da tarde, oito prisões já tinham sido sido realizadas. Na localidade de Santa
Maria do Uruará, dois engenheiros florestais acabaram detidos, acusados de
planejar a retirada das árvores.
De acordo com a Polícia Federal, todos responderão por crime ambiental e
formação de quadrilha. Os empresários responderão por corrupção ativa e abuso de
autoridade.
Os mandados de prisão e busca e apreensão foram expedidos pela Vara Única da
Justiça Federal em Santarém. Cerca de 100 policiais federais, comandados pela
delegada Luciana Carvalho Mota, participaram da ação.
Mais informações: tarcisio.xingu@gmail.com ou
cptatm@amazoncoop.com.br
Fonte: GTA - Grupo de Trabalho da Amazônia -
www.gta.org.br
