Gripe suína: Consumers
International cobra controle das condições sanitárias nas granjas industriais
Ao lado de outras 22 organizações de
consumidores, entidade quer que OPAS e FAO regulem as granjas industriais para
evitar que o mau uso de resíduos de hormônios e antibióticos em criações
intensivas propicie o surgimento de novos vírus e bactérias

São Paulo, julho de 2.009 - A Consumers International e outras 22 organizações
de consumidores de 13 países enviaram uma
carta no último dia 8 à OPAS (Organização
Panamericana da Saúde) e à representação regional para América Latina e Caribe
da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) cobrando
maior controle sanitário e alertando para o risco que a criação intensiva de
animais representa para o surgimento de novos vírus e bactérias resistentes,
como o H1N1.
As entidades temem que o mau uso dos resíduos de hormônios e antibióticos
manipulados na criação intensiva possa propiciar o surgimento de doenças e
vírus. Diante do quadro atual de pandemia da gripe suína, as organizações
assinalam que são necessárias propostas para regular as granjas industriais.
Embora não haja elementos suficientes para estabelecer uma ligação direta entre
as granjas e a gripe suína, há suspeitas que o vírus tenha surgido em Veracruz,
no México, nos arredores das granjas industriais Carrol, produtoras de carne de
porco, e das filiais da Smithfield Foods Inc.
Para o coordenador da Consumers International na América Latina e Caribe, Juan
Trimboli, "os consumidores necessitam que se regulem as práticas agropecuárias
em escala industrial porque em muitos casos constituem uma maneira de produzir
carne ambientalmente prejudicial, danoso para o trabalho dos pequenos
agricultores, desumana para os animais e potencialmente perigosa para a saúde
humana".
A carta destaca ainda que a
revista Science havia advertido para a evolução
da gripe suína em março de 2003, devido ao uso generalizado de antibiótico e
vacinas nos criadouros industriais.
No documento, a Consumers International e as demais entidades enfatizam que
colocaram toda sua capacidade de trabalho em rede "para lutar pelos direitos dos
consumidores à saúde, à segurança alimentar e a viver em um ambiente saudável".
Fonte: IDEC

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