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Mês dos
povos indígenas tem atividades em todo o país
São Paulo, abril de 2.006 - Além das mobilizações nacionais, como o Acampamento
Terra Livre, realizado em Brasília no início do mês, o mês de abril tem
atividades regionais espalhadas por todo o país. São encontros, debates, visitas
a escolas, apresentações culturais, exposições fotográficas e de vídeo,
audiências públicas, acampamentos e manifestações.
Em São Paulo, SP, está marcada para domingo, dia 30, uma confraternização das
comunidades indígenas que vivem na cidade (Pankararu, Pankararé, Fulni-ô, Atikum,
Kariri-Xokó, Potiguara, Terena, Kaingang, Xavante), na favela do Real Parque.
Em Resende, região do vale do Ribeira, estado de São Paulo, as atividades serão
realizadas em conjunto com outros movimentos sociais. Nesta cidade do interior
paulista, acontecerá um acampamento de cerca de 100 indígenas, com presença
também de pescadores, quilombolas e pequenos agricultores que, no sábado, 22,
realizam em conjunto uma Assembléia Popular para tratar da luta pela terra na
região do Vale do Ribeira.
Em Ananindêua, Pará, entre 19 e 21 de abril, Cimi e Comissão Pastoral da Terrra
(CPT) organizam o Seminário “ O Agro negócio e o avanço da soja, mineração e
pecuária na Amazônia”, no Pio X (Centro de Cultura).
Em Belo Horizonte, apresentações culturais, mostras de fotografia e de vídeo e
uma manifestação começam ontem, 17, e vão até dia 23. Uma Audiência Pública na
Assembléia Legislativa de Minas Gerais está marcada para o dia 19 de abril, dia
em que se lembra, no Brasil, a resistência dos povos indígenas.
Entre 21 e 23 de abril haverá também atividades na terra indígena Pataxó, na
Bahia, onde a comunidade luta pela demarcação de suas terras tradicionais e
enfrenta multinacionais como a Veracel Celulose, a comunidade estará aberta para
visitas monitoradas, oficinas, apresentações de dança e da culinária indígena.
Em Cuiabá, MT, um evento no SESC Arsenal vai propiciar o encontro de crianças da
cidade com informações, músicas, imagens e histórias de temáticas indígenas.
Paralelamente, haverá mesas de debate sobre a política indigenista e seus
reflexos junto aos povos e comunidades indígenas. Um dos objetivos é colaborar
para a desmistificação dos preconceitos em relação aos povos indígenas, através
da divulgação de suas formas próprias de organização social e da cosmovisão que
orienta sua relação com o mundo (material e imaterial).
Em Tefé, no Amazonas, a UNI-Tefé (União das Nações Indígenas de Tefé), a
Associação Cultural dos Povos Indígenas do Médio Solimões e Afluente, o Cimi e a
Prelazia de Tefé farão palestras nas escolas de ensino médio da região sobre
Política Indigenista e sobre a situação dos povos indígenas do médio Solimões e
afluentes. No dia 21, acontece o Encontro das Organizações Indígenas do Médio
Solimões e Afluentes sobre Política Indigenista e Situação dos Povos Indígenas
do Médio Solimões e Afluentes , no Salão Paroquial Pe. Libermann, Tefé.
Em Porto Alegre, serão realizados debates e palestras em escolas e
universidades. Em 19 de abril, também será celebrada a Missa da Terra sem Males,
como parte das atividades do ano Sepé Tiaraju, em local a confirmar. Também dia
19 ocorrerão solenidades em homenagem aos Povos Indígenas na Assembléia
Legislativa do RS, e a Comissão de Terra Guarani articula reuniões com os povos
para refletir sobre a Comissão Nacional de Política Indigenista e sobre a
indicação dos representantes das regiões Sul e Sudeste na Comissão.
Em Santa Catarina, os povos Kaingang, Guarani e Xokleng participarão da Marcha
dos Movimentos Sociais, de 17 a 20 de abril, com encerramento na Praça XV, em
Florianópolis.
Para mais informações e programação
completa:
Priscila D. Carvalho -
imprensa@cimi.org.br
Assessoria de Imprensa - Conselho Indigenista Missionário (Cimi)
(61) 21061650/ 9979 6912
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