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Ministro Nelson Jobim

Com super aparato policial de guerra e show pirotécnico, Polícia Federal expulsa povo Guarani Kaiowá de terra demarcada e homologada pelo Pres. Lula, no município de Antonio João, em Mato Grosso do Sul



A ordem veio do Ministro Nelson Jobim, do STF, que referendou liminar anterior, atendendo pedido de fazendeiros

Imprensa holandesa sofre repressão na cobertura que reúne jornalistas de várias partes do mundo

Antonio João (MS), dezembro de 2.005 - Desde as primeiras horas da manhã de 16 de dezembro, aproximadamente duzentos homens armados com bomba de gás lacrimogênio e escopetas de bala de borracha, helicópteros, ônibus, viaturas policiais, câmeras e muitos repórteres brasileiros e estrangeiros, invadiram área do município de Antonio João, em MS, numa verdadeira operação de guerra para despejar índios de terras que foram demarcadas e homologadas pelo Presidente da República, sem apelação, sem dó, sem perdão.

Um um palco trágico e de flagrante desrespeito e violação de direitos humanos, os mais elementares, começou a ser armado desde as primeiras horas da manhã do dia 16, quando os Guarani Kaiowá pacificamente, sob o signo da não violência, ao contrário dos seus algozes, obedeceram ao forte aparato da Polícia Federal que teve como missão expulsá-los de sua própria terra, Ñande Ru Marangatu, anteriormente homologada pelo presidente Lula em 28 de março deste ano de 2.005.

Em um clima de tristeza, revolta e apreensão, lideranças Guarani Kaiowá ali permaneceram fazendo rituais com o propósito de resistir através da não-violência.

Revoltados, os adultos discursaram por Justiça para os policiais, reclamando da Justiça que atende a ricos, capitalistas e proprietários de terras com uma incrível rapidez, sem a preocupação de proteção aos mais comezinhos direitos dos povos indígenas, como se fosse uma simples ordem de despejo de barraco de favela, mas que não tem a mesma disposição quando é para atender os povos indígenas, os pobres, os desprotegidos de toda sorte. À frente dos policiais dezenas de crianças sustentaram cartazes onde se leu:


“enquanto os senhores ministros, juízes e policiais estão preparando o melhor Natal para os seus filhos, nós estamos sendo colocados nas ruas”.

 

 
Fonte:

CIMI - http://www.cimi.org.br