
Foto: Greenpeace
Ambientalistas criticam mudanças na legislação ambiental
Brasília, 05 de junho de 2.009 - No Dia Mundial do Meio Ambiente, 22 entidades
ligadas à defesa de causas ambientais criticaram as mudanças da legislação
ambiental brasileira, em curso no Congresso Nacional.
Ontem (4), o Senado
aprovou a Medida Provisória 458, que facilita a regularização fundiária na
Amazônia – conhecida como a “MP da Grilagem”.
“Com pesar, esta não é uma ocasião para se comemorar. É sim momento de repúdio à
tentativa de desmonte do arcabouço legal e administrativo de proteção ao meio
ambiente arduamente construído pela sociedade nas últimas décadas”, afirmam as
entidades em nota, entre elas o WWF, o Greenpeace e o Instituto de Pesquisa
Ambiental da Amazônia (Ipam).
As organizações consideram que as medidas já aprovadas ou em tramitação, como as
tentativas de mudança no Código Florestal, “demonstram claramente que a lógica
do crescimento econômico a qualquer custo vem solapando o compromisso político
de se construir um modelo de desenvolvimento socialmente justo, ambientalmente
adequado e economicamente sustentável”.
A nota cita ainda unidades de conservação que estão engavetadas na Casa Civil e
o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 19
que fixou teto de 0,5% do valor da obra para compensação ambiental de grandes
empreendimentos.
O grupo defende iniciativas como o Fundo de Participação dos Estados e do
Distrito Federal (FPE) Verde, que premia financeiramente os estados que possuam
unidades de conservação ou terras indígenas, e a criação de um marco legal para
energia alternativa. Essas propostas, segundo as entidades, estão parados no
Congresso à espera de votação na Câmara ou no Senado.
“Queremos andar para frente, e não para trás. Convocamos todos os cidadãos
brasileiros a refletirem sobre as opções que estão sendo tomadas por nossas
autoridades nesse momento, e para se manifestarem veementemente contra o
retrocesso na política ambiental e a favor de um desenvolvimento justo e
responsável”, defendem.
Fonte: Luana Lourenço,
Repórter da Agência Brasil