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MPF
quer anulação de 99 assentamentos no Oeste do PA
As Procuradorias da República em Santarém e Altamira ajuizaram ação civil
pública para anular todas as portarias de criação de assentamentos emitidas no
Oeste do Pará pelo Incra, entre os anos de 2005 e 2007.
Pode chegar a 99 o número de assentamentos, criados sem licença ambiental, que
podem deixar de existir.
Para o MPF, todos os Projetos de Assentamento (PAs), Projetos de Assentamento
Coletivo (PACs) e Projetos de Desenvolvimento Sustentável (PDSs) instalados na
região nesse período não respeitam os pressupostos ambientais da reforma
agrária.
A conclusão do MPF veio depois de três meses de investigação, que incluiu
vistoria e análise nos documentos da superintendência do Incra em Santarém.
Descobriu-se que diversos assentamentos foram criados sem estudos de viabilidade
ambiental, apenas com levantamentos técnicos resumidos, sem informações
geográficas, mapas ou perfil sócio-econômico da região.
Tumulto
Por terem sido criados, de acordo com os procuradores responsáveis, em "evidente
tumulto procedimental", em desconformidade com as regras internas do próprio
Incra e com as do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) todos os
assentamentos em questão devem ser anulados.
A decisão cabe ao juiz federal Francisco de Assis Castro Jr, de Santarém.
Verificou-se que vários assentamentos estão sobrepostos a unidades de
conservação. Entre as afetadas está, por exemplo, o Parque Nacional da Amazônia,
área de proteção integral em Itaituba que não permite nenhuma ocupação humana.
Fonte: MPF do Pará
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