Ministério Público Federal quer
impedir funcionamento de usinas nucleares no Brasil
Rio de Janeiro, 24 de setembro de 2.007 - O Ministério Público Federal entrou
com uma ação civil na Justiça para impedir que a União renove ou emita novas
licenças para a construção ou operação de instalações nucleares no país. Na
ação, que tramita na 1a Vara Federal de Angra dos Reis, município onde ficam as
duas usinas nucleares brasileiras, o procurador da República André de
Vasconcelos Dias aponta riscos de catástrofe nuclear, que ameaçam a segurança da
população e o meio ambiente.
De acordo com o Ministério Público, sua ação é baseada em relatórios produzidos
nos últimos 30 anos por instituições científicas e pelos próprios poderes
Executivo e Legislativo.
A Eletronuclear, operadora das Usinas Angra 1 e Angra 2, informou, por meio de
sua assessoria de imprensa, que não irá se pronunciar sobre a questão da
segurança de suas usinas, porque ainda não teve acesso ao teor da ação proposta.
O procurador André Dias informou que outro problema levantado pela ação é que a
Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) não deveria poder acumular a função
de incentivadora da energia nuclear com a de fiscalizadora dessa atividade.
Segundo o procurador, atuar nas duas frentes inviabilizaria uma isenção por
parte da CNEN.
De acordo com a assessoria de imprensa da comissão, não há nenhuma ilegalidade
no fato da CNEN exercer essas duas funções: de promover e de fiscalizar a
energia nuclear. Além disso, a CNEN conseguiria atuar com total isenção, porque
tem suas funções muito bem definidas.
Sobre os riscos de catástrofe nuclear, a assessoria da CNEN informou que não há
qualquer risco e que as instalações de energia nuclear brasileiras atuam com
total segurança.
Fonte: Vitor Abdala, repórter da
Agência Brasil