Rede Alerta contra o Deserto
Verde pede a soltura de 18 indígenas Tupinikim que continuam presos desde 9 de agosto
Vitória (ES), agosto de 2.006 -
As prisões ocorreram porque os indígenas estariam retirando eucalipto de área em
litígio com a Aracruz. No entanto, os presos afirmaram que não estavam na área
em litígio e que foram atraídos até lá por policiais militares. Alguns PMs
confirmaram a versão dos indígenas.
Dia 22 de agosto, o Procurador Federal da Funai no Rio de Janeiro, Dr. Antonio
Cavaliere Gomes, fez um pedido liminar de habeas corpus ao Tribunal da Justiça
do Espírito Santo. Ele requer a libertação imediata dos presos. Declara que é
preciso "cessar a coação ilegal em que se encontram". Alega também que a
competência de julgá-los é da Justiça Federal, já que o fato envolve disputa por
terra.
Enquanto não se resolve a questão, os 18 presos estão em uma cela quem tem
capacidade para 8 pessoas.
A Rede Alerta contra o Deserto Verde solicita a tod@s que mandem uma mensagem
pedindo soluções para esta situação para o desembargador e para a ouvidoria do
Tribunal de Justiça:
jose.vivas@tj.es.gov.br
ouvidoria@tj.es.gov.br
tel.: 0800 902442
Prezado Senhor(a) desembargador José Luiz Barreto Vivas
Prezados ouvidores do Tribunal de Justiça do Espírito Santo
Através desta, vimos solicitar a imediata libertação de 15 índios presos na
delegacia da Polícia Civil na cidade de Aracruz(ES), desde o dia 9 de agosto.
Não há nenhum motivo legal para manter estes índios presos, já que são réus
primários e todos têm residência fixa. Eles podem portanto responder processo em
liberdade.
Vale esclarecer também que neste momento existe um conflito de terra entre as
comunidades indígenas e a empresa Aracruz Celulose, que aparentemente está
tentando usar seu poder e influência para manter os índios presos, em condições
degradantes.
Ficamos atentos a este processo, e confiamos que o Senhor(a) tomará as devidas
providências para que os índios sejam libertados o quanto antes,
Atenciosamente,
SUA ASSINATURA
