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O ministro da Justiça, Tarso Genro, e o cacique Raoni, durante
posse de Márcio Augusto de Meira na presidência da Funai
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O principal
desafio da Fundação Nacional do Índio (Funai) é articular as ações do
Estado voltadas para os povos indígenas, defende o novo presidente, Márcio
Augusto Freitas de Meira |
Brasília, 22 de março
de 2.007 - O principal desafio da Fundação Nacional do Índio (Funai) é articular
as ações do Estado voltadas para os povos indígenas, defende o novo presidente
da fundação, Márcio Augusto Freitas de Meira. "A Funai não pode sozinha, mesmo
que ela tivesse todas as condições ideais de orçamento, mesmo assim não daria
conta de atender aos direitos indígenas em sua plenitude", defendeu, em seu
discurso de posse hoje (22).
Meira substitui o antropólogo Mércio Pereira Gomes, que estava no cargo desde
setembro de 2003. Márcio Meira é paraense, trabalhou no museu Emílio Goeldi, em
Belém, e, como quadro do Partido dos Trabalhadores, participou da equipe de
transição do governo Lula, em 2002.
“Se tem um desafio que unifica todos os outros é a necessidade de o Estado
exercer, com políticas próprias, seu papel e sua responsabilidade integrar as
suas ações de forma a otimizar e ter resultados concretos e práticos no
atendimento aos direitos indígenas”, afirmou em entrevista à imprensa.
O ex-presidente da Funai, Mércio Gomes deixou o órgão destacando a tranqüilidade
com que a transmissão do cargo ocorreu. Ele ressaltou que hoje 12,9% das terras
brasileiras são indígenas e que o Brasil tem tentado resgatar a sua história.
Mércio agradeceu o apoio recebido pelo ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz
Bastos e a liberdade que teve para tratar de assuntos delicados.
Mércio disse ainda que o Brasil poderá atingir em breve a meta de devolver 13,5%
do seu territórios aos índios, mas que não deve esquecer de garantir que essa
população tenha autonomia econômica, política e cultural. "Nós temos certeza que
o Brasil será um país melhor, justo e que pode ampliar a justiça para os demais
brasileiros que fazem parte dessa nação".
Fonte:
Érica Santana,
Repórter da Agência Brasil
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