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Palmito: o consumo irresponsável e a exploração ilegal e
predatória tornou as palmáceas, em especial a juçara, espécie ameaçada de
extinção
A
mata atlântica era bastante rica nessa espécie. Entretanto, com a degradação
desta floresta nas últimas décadas, tivemos uma escassez bastante grande de
palmito. A partir dos anos 90, as leis ambientais, tornaram a exploração desta
espécie restrita a um manejo florestal. A palmeira juçara é uma das espécies-chave para o funcionamento do ecossistema. Muito mais abundantes durante o ano e também muito mais saborosos e ricos em nutrientes do que os de outras espécies, os frutos e sementes são importantes para a sobrevivência de várias espécies de aves, roedores e até de macacos.
Intensamente derrubadas a partir do século 20 para delas ser aproveitado somente um vigésimo de sua imponente estrutura. Hoje, a grande floresta que se estendia ao longo do litoral tem menos de 8% da área que tinha em 1500. A devastação do palmito acarretará o final da única área de reserva ambiental da região do Vale do Paraíba, com conseqüências desastrosas para o meio ambiente.
A
exploração predatória desse produto também traz graves riscos à saúde do
consumidor e, além disso, é uma atividade criminosa, que já causou mortes de
palmiteiros e de vigias. Hoje, bandos armados invadem reservas florestais,
roubam palmito e o embalam sem cuidados de higiene, ameaçam de morte familiares
dos vigias, impõem um código de silêncio às comunidades locais e resolvem
conflitos com muita violência. Para evitar serem surpreendidos pela polícia ou pela fiscalização com as longas hastes recém-cortadas, os palmiteiros processam o palmito na própria floresta. O produto é colocado em uma solução de água de córregos – muitas vezes contaminada por processos naturais, como apodrecimento de folhas – com sal e conservantes. Depois, ele é fervido em latões, na maioria das vezes enferrujados, colocado em vidros, que podem, na própria floresta, receber rótulos obtidos ilegalmente. O risco para o consumidor é o de contrair graves infecções, como o botulismo.
Só no mês de dezembro de 2.005, com a ajuda do Batalhão Florestal da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro foram apreendidas 3 toneladas de palmito juçara, e fechadas 2 indústrias clandestinas em Volta Redonda.
Uma das reservas atingidas pela exploração predatória da palmeira juçara é o
Parque Nacional do Itatiaia: Caixa Postal 83.657 - Itatiaia - RJ E-mail: pnitatiaia@resenet.com.br Fone/Fax: (0**24) 352-1652 e 3352-1461
A palmeira juçara não é a única a produzir o palmito, que também pode ser extraído da palmeira real da Austrália, pupunha e açaí.
Há empresas idôneas que têm plantações próprias e que respeitam a natureza. Pesquise, informe-se e só consuma palmito extraído legalmente e sem agressão ao meio ambiente.
Na
dúvida, não compre!
Veja o projeto da
APROMAC (Associação de Proteção ao Meio
Ambiente de Cianorte)
na implantação da cultura da pupunha, uma alternativa
contra o extrativismo predatório do palmito.
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