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Peixe emite sinal vermelho
Objetos vermelhos aparecem cinza ou preto em profundidade no mar, mas cientistas descobrem espécies de peixes que mantêm a cor, devido à capacidade de fluorescência.
São Paulo, setembro de 2.008 - Um grupo de cientistas da Alemanha, Austrália e Áustria descobriu diversas espécies de peixes capazes de brilhar em vermelho. Em artigo publicado nesta segunda-feira (15/9) na revista BMC Ecology os pesquisadores divulgaram diversas fotos dos peixes, de fluorescência em tons vívidos. A descoberta é surpreendente, uma vez que objetos vermelhos na superfície aparecem cinzas ou pretos em profundidades maiores de 10 metros. O motivo é a absorção pela água do mar dos comprimentos de onda da luz solar correspondentes a tons avermelhados. Essa característica levou biólogos marinhos a achar que a cor vermelha não tinha importância para peixes. Mas Nico Michiels, da Universidade de Tübingen, na Alemanha, e colegas identificaram pelo menos 32 espécies de peixes pertencentes a 16 gêneros e cinco famílias que apresentam fluorescência em vermelho. “Isso mostra que a fluorescência em vermelho está espalhada entre peixes marinhos. Os resultados de nosso estudo pedem por uma reavaliação do papel da fluorescência na ecologia visual dos peixes”, disse Michiels. Como o vermelho deriva do próprio peixe e não da luz que vem da superfície e é filtrada pela água, o brilho permanece visível em profundidade. A fluorescência foi confirmada por análise espectrométrica em laboratório. Segundo os pesquisadores, a fluorescência vermelha funcionaria como um sinal de atração entre os peixes. “Ela deve ser parte de um sistema de comunicação privada. A fluorescência vermelha está na fronteira do que é visível para muitos peixes marinhos e, devido à rápida atenuação da luz vermelha pela água, mesmo aqueles que conseguem ver tal cor são capazes de identificá-la apenas em pequenas distâncias”, disse Michiels. O artigo Red fluorescence in reef fish: a novel signalling mechanism?, de Nico Michiels e outros, pode ser lido na BMC Ecology em www.biomedcentral.com/bmcecol. Fonte: Agência FAPESP
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