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Violência e poluição
sonora:
a
violência nos centros urbanos está ligada ao embrutecimento dos sentidos
humanos |
Estress gradativo
O
espaço sideral é silencioso, mas na face da Terra quase tudo produz algum ruído.
O cansaço mental (mais do que físico), a preguiça e a inércia são aspectos
individuais que resultam da roda-viva, do corre-corre, do convívio social
excessivamente tolerante à produção de ruídos, o sem-número de barulhos que
podem gerar distúrbios no sono e na saúde de quem vive no meio urbano. Segundo
a literatura especializada, o ruído de até 50 decibéis - dB(A) provoca
stresse leve, excitante, causando dependência e levando a um desconforto
constante. O stresse degradativo do organismo começa a 65 dB(A), com desequilíbrio
bioquímico, aumentando o risco de enfarte, derrame cerebral, infecções, osteoporose, etc. Acima de 80 dB (A), a saúde é afetada profundamente, mas os
efeitos variam com o tempo que as pessoas ficam expostas ao ruído e são
acumulativos. Em torno de 100 dB (A) pode haver perda imediata (e irreversível)
da audição.
Uma
população expostas a altos níveis de ruído diariamente está sujeita a dores
de cabeça, distúrbios gástricos, insônia, deficiências auditivas,
irritabilidade e tendência a comportamento agressivo. Nas escolas barulhentas
é comum a existência de alunos dispersos ou agitados, cujos professores
precisam se esforçar muito mais para ensinar porque o ruído interrompe a
concentração por parte dos alunos.
O que são os sons
O
que chamamos de som é, na verdade, o avanço, o ondular e o recuo de uma onda
de moléculas de ar, desencadeados pelo movimento de qualquer objeto, grande ou
pequeno, e que se expandem em todas as direções.
Os
seres humanos não ouvem muito bem as baixas freqüências, o que vem a ser uma
benção; se ouvíssemos, os sons de nosso próprio corpo seriam ensurdecedores,
como se estivéssemos sentados em um pátio, próximos de uma cachoeira.
Pertencemos
a uma espécie capaz de acrescentar ao mundo coisas, idéias, artifícios
criativos e até mesmo sons, e quando o fazemos, eles tornam-se um fato tão
real (leia-se material) quanto uma floresta.
Abrimos
a boca, fazemos com que o ar passe dos pulmões para a laringe, para a caixa torácica
e, por uma abertura, para os espaços entre as cordas vocais, que vibram. E,
assim, falamos. Se as cordas vibram rapidamente, ouvimos voz aguda, de tenor ou
soprano; se lentamente, ouvimos um alto ou baixo.
Tecnicamente,
barulho é um som que contém todas as freqüências; é para o som o que o
branco é para a luz. (Fonte: "Uma História Natural dos Sentidos", de Diane
Ackerman)
As sete maravilhas
da audição
Os sons
chegam ao ouvido na forma de ondas, que são recebidas pela orelha e levadas
pelo canal auditivo até o tímpano;
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Ao
vibrar, o tímpano movimenta três ossinhos do tamanho de um grão de arroz: o
martelo, a bigorna e o estribo. Eles tem esses nomes porque são semelhantes a
esses objetos.
A vibração
vai passando de um osso para outro, numa reação em cadeia. Durante essa operação,
o ouvido vai sendo ampliado em 22 vezes, até chegar ao interno.
Dessa
forma, o som chega ao ouvido interno, mais precisamente à cóclea, que é o órgão
mais importante da audição. Do tamanho de uma ervilha, a cóclea é um caracol
cheio de líquido, que se agita pela vibração sonora. Ao se agitar, o líquido
movimenta os cílios existentes dentro dela.
Esses cílios
levam o som - na forma de estímulo elétrico - através do nervo auditivo, até
o cérebro.
som chega
ao cérebro - e é entendido.
Poluição sonora
é a terceira mais grave do ambiente, segundo a Organização Mundial da Saúde.
Perde, apenas, para a poluição da água e do ar.
Principais
fontes de ruídos na área urbana
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Corredor
de tráfego, motores, escapamentos, sirenes anti-roubo, pavimentação das ruas,
britadeiras, avenidas sem manutenção, buzinas (Brasília é exceção: apesar
dos atuais engarrafamentos, a tradição/educação de não se buzinar, ou buzinar
somente como alerta, continua valendo).
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Diversão
pública em áreas residenciais: bares, boates, discotecas, restaurantes com música
ao vivo e instalações sem tratamento acústico (Brasília também se destaca
com o muro sanfonado do estádio Mané Garrincha, que impede a entrada dos
roncos do Kartódromo, e o teto da estação Rodoferroviária, com folhas de
flandres, um metal prateado, que reflete diversificando os sons.
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Comércio
local e carros de som amplificado (sejam de propaganda ou de boyzinhos
mal-educados).
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Equipamentos
sonoros usados em brinquedos, academias de ginástica e templos religiosos que
incomodam a vizinhança.
Conheça
os níveis de perigo do barulho!
Nós
estamos rodeados por sons em todos os lugares e a todo momento.
Às
vezes
onde a gente menos espera existe um barulho que pode nos incomodar e
que pode colocar em risco nossa audição.
Insuportável
- Para a maioria das pessoas este é o nível onde
ocorrem gravíssimos danos à audição - 130
decibéis -
Dolorosa
- Uma simples exposição pode causar perda auditiva
permanente - 120 decibéis
Ensurdecedor
- O ruído
neste nível causa sensação de extremo desconforto - 110 decibéis -
Altíssimo
- Nesse nível
começa a ocorrer danos às células auditivas - 85 decibéis -
Alto
- Ruído normal de uma cidade - 80 decibéis -
Moderado
- Som de lugar
tranqüilo - 40/50 decibéis -
Baixo -
Som
levemente auditível - 20 decibéis -