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Povos isolados e fronteiras são temas de encontro no Acre
Rio Branco (AC), 19 de julho de 2.007 - Políticas e ações relacionadas aos povos
isolados, a situação dos povos que foram divididos pelas fronteiras entre
Brasil, Bolívia e Peru e os projetos de infra-estrutura que impactam povos da
região amazônica são os principais temas do II Encontro Trinacional de Povos
Indígenas da fronteira Brasil, Bolívia e Peru, que começou dia 17 e segue até
amanhã, 20 de julho, em Rio Branco, Acre.
Uma das preocupações centrais, no tema das fronteiras, é que os Estados
nacionais respeitem as relações entre os povos que vivem nos locais onde hoje
existem fronteiras entre países. É o que afirma o antropólogo Jacó Piccoli, da
Universidade Federal do Acre (UFAC). ”Uma das ações necessárias é a facilitação
do transito dos indígenas, que enfrentam problemas ao serem submetidos ao
controle de fronteira sem que sejam levadas em conta suas características
próprias”, afirma o pesquisador, um dos organizadores do encontro. Diversos
povos que foram separados pelas fronteiras continuam em contato.
Ainda segundo Piccoli, outro ponto central é a defesa das terras destas
populações, para que posam exercer suas formas de vida livres de ameaças. E
algumas das ameaças atuais partem dos próprios Estados: projetos de
hidrelétricas, estradas, pecuária, mineração, extração madeireira, prospecção de
petróleo e gás e turismo em terras indígenas estão entre os problemas
enfrentados pelas comunidades.
Uma passeata até a Assembléia legislativa do Acre, para a entrega das propostas
do encontro aos deputados, será realizada nesta sexta-feira, 20, às 10h30.
O encontro é organizado pela Organização dos Povos Indígenas do Acre, Sul do
Amazonas e Noroeste de Rondônia (OPIn), Federação Nativa de Madre de Díos (FENAMAD),
do Peru, e Central Indígena de Pueblos Originários de la Amazonia de Pando (CIPOAP),
da Bolívia.
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