Publicação
da Comissão Pastoral da Terra mostra que conflitos no campo em 2005 causaram
mais de 100 mortes
Brasília, 18
de abril de 2.006 - Pelo menos 38 pessoas foram assassinadas em 2005 em
decorrência de conflitos no campo e 64 morreram por conseqüências desses
conflitos, como abortos, inanição, excesso de trabalho e falta de políticas
públicas. Em 2004 houve 39 assassinatos e 31 mortes em conseqüência dos
conflitos.
Os números estão registrados no livro Conflitos no Campo – Brasil 2005, que foi
lançado hoje pela Comissão Pastoral da Terra em cerimônia na Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Nesta edição a CTP lembra o assassinado da missionária Dorothy Stang, no Pará, a
greve de fome de Dom Luiz Cappio, bispo de Barra na Bahia, contra a interligação
de bacias do Rio São Francisco; e a morte do ambientalista Francisco Anselmo de
Barros, que ateou fogo ao próprio corpo em defesa do Pantanal. Além disso faz
menção ao massacre de Eldorado dos Carajás, em abril de 1996, quando 19
sem-terra foram assassinados.
Dom Thomas Balduino, conselheiro da CPT, disse que a publicação "visa a dar voz
aos sem-voz e sem vez", relembrando as vítimas das lutas pela terra.
Fonte: Keite Camacho, repórter da Agência
Brasil