Verdes da Alemanha detonam programa nuclear brasileiro
Brasília, ano de 2.004 -
O Partido Verde Alemão na prática impediu o Governo Lula de dar continuidade na construção de usinas nucleares
e de se envolver numa perigosa aventura, de conseqüências profundamente
desastrosas para o futuro da nação.
A
Alemanha abandonou a energia nuclear há mais de uma década e todas as suas
usinas nucleares estão desativadas.
O PV brasileiro não exerce a mínima influência no governo Lula, apesar de ainda estar em sua base de
apoio e ter um Ministro no Governo (o da Cultura) e em seu programa defender os mesmos
ideais que o da Alemanha, inclusive de radical e definitiva rejeição à energia nuclear.
Contudo, o Partido Verde da Alemanha tem forte influência naquele país, consolidada por décadas de intensa atividade de defesa
ambiental, participação popular e engajamento em movimentos
socio-ambientalistas.
O Acordo Brasil-Alemanha que mantinha o convênio de cooperação prevendo a construção conjunta de oito usinas nucleares, uma fábrica de reatores, reprocessamento, assim como a exploração e comercialização das reservas de urânio no Brasil, foi sistematicamente demolido pelos verdes alemães.
O PV alemão taxou de antiquado o tratado assinado em 1975 e apresentou proposta
de um tratado energético centrado nas energias renováveis, na melhoria da eficiência energética, na economia de energia e nas reduções de emissões
de gases de efeito estufa.
Ministro alemão vem ao Brasil
Para selar definitivamente o novo acordo de energia entre Brasil e Alemanha, centrado nas renováveis e no banimento da nuclear,
quem vem ao Brasil é o Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, que é do Partido Verde, Sr. Joscka Fischer.
O Chanceler deve se encontrar com membros do governo e lideres de empresas de alemães radicados em São Paulo.
Em sua passagem por São Paulo o Chanceler poderá se encontrar, mas a visita ainda não está confirmada, com os dirigentes do PV brasileiro, que tem sede na capital paulista.
Moinhos de ventos
Coincidência ou não, com o fim anunciado das usinas nucleares no Brasil, a ofensiva econômica das empresas de energia alternativa européia já começou. A empresa Manitowoc, parceira da Construtora Makro, fechou a venda de dois guindastes de 650 toneladas, no valor de US$ 8 milhões. Os guindastes servirão para instalar, a partir de junho de 2005, os moinhos de ventos (geradores de energia eólica) nos Estados do Ceará e Rio Grande do Norte, para a empresa alemã Furlander.
No Ceará a empresa vai produzir 192 Megawatts de energia elétrica. As obras estarão concluídas dentro de 15 meses.
Projeto de lei pretende popularizar energias renováveis
Interado na nova ordem o deputado Edson Duarte (PV-BA), apresentou Projeto de Lei nº 4.242/04 que cria o Programa de incentivo ao uso das energias renováveis. O PL viabiliza recursos e incentivos para que o cidadão ou a comunidade possa adquirir placas fotovoltaicas, cata-ventos, biodigestores, e demais equipamentos para o setor.
A proposta visa incentivar a pesquisa aplicada ao desenvolvimento das fontes de energia eólica, solar, biomassa e pequenos aproveitamentos hidráulicos; fomentar a fabricação e comercialização dos equipamentos utilizados na produção de energia a partir dessas fontes; estimular a produção de energia, especialmente em aplicações de pequeno porte; promover a realização de campanhas de divulgação das vantagens do uso das energias renováveis e dos incentivos existentes para a sua utilização.
O projeto prevê também, a criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento de Energias Renováveis, administrado pelo BNDES.
Fonte:
Partido Verde (Brasil)