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Brasília, 30 de setembro de 2.005 - A transposição das águas do Rio São Francisco é contestada pela comunidade ambientalista, cientistas, estudiosos, os verdes, etc., que defendem a sua revitalização e vêm interesses de grandes empreiteiras em um projeto ambiental e socialmente desastroso. Essa forte oposição vem também da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e do Bispo Dom Luis Flávio Cappio, da Diocese de Barra (BA) que se encontra em uma perigosa greve de fome que já dura cinco dias e que poderá levá-lo à morte, pelas várias circunstâncias, uma delas a sua idade (58 anos), embora o seu vigor físico e renhida força espiritual estejam ajudando a prolongar o calvário do protesto extremo. Dom Luis Flávio quer uma manifestação de Lula, que hoje como Presidente não pode ignorar o protesto, uma vez que a CNBB e o próprio Bispo Dom Luis o apoiaram em anos a fio, nas várias campanhas a Presidente que à época era contra a transposição. O Presidente não pode se isolar em silêncio omisso e que poderá se tornar culposo, uma vez que pode muito bem se manifestar sobre essa gravíssima situação, protesto que merece um enorme respeito uma vez que é profunda a revolta na sociedade diante do calamitoso e megalomaníaco projeto da transposição do Rio São Francisco, profundamente contestado por setores importantes e influentes do país.
Dom Frei Luis Flávio é
Bispo da
Diocese de Barra, localizada no Sertão do Estado da Bahia, iniciou a greve de fome na última segunda-feira, 26, ao meio-dia, contra o
Projeto de Transposição do Rio São Francisco. Com seu jejum profético, Dom Luiz abre uma possibilidade ao presidente da República, através de carta endereçada ao mesmo, de repensar sua posição em relação à transposição, evitando assim seu registro na história do país como presidente responsável pelo grande crime ambiental que resultaria da implementação da obra e possíveis acusações de crimes de genocídio, pois há centenas de ilhas habitadas por comunidades indígenas e quilombolas, além da grande população ribeirinha que vive às margens dos 2.700 km de extensão do São Francisco.
A seguir, a íntegra
da carta de Dom Frei Luiz Flávio Cappio:
Projeto da transposição é desastroso e irá trazer prejuízos irreparáveis ao meio ambiente, à sociedade e ao país. Detalhes aqui >>
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