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Secretário de Meio Ambiente de Maraú (BA) sofre atentado de traficantes de madeira

27 de agosto de 2.003 - De acordo com informações prestadas pelo coordenador da Associação pró-Bacia do Rio Almada - Abará, de Iatajuípe/BA, Marcos Luedy, o secretário de Meio Ambiente de Maraú, Norberto Hess, encontra-se fora de perigo. Ele esteve no hospital de Base da cidade de Itabuna, na região sul da Bahia na tarde de ontem (27/08). "Graças a Deus ele está fora de perigo, mas com cortes sérios nos braços - disse-me que receia perder o movimento de dois dedos - e ferimento na cabeça, nas costas e perto do pescoço".

Em conversa com Luedy, Norberto relatou que o fato aconteceu numa localidade chamada "Cobí", entre Ubaitaba e Maraú.  Ele estava sozinho, dirigindo, quando viu um caminhão com toras de madeira, parado, na beira da estrada. Parou o carro, sacou a máquina fotográfica, mas, assim que tirou a primeira foto, dois homens chegaram, de moto, e o cercaram.

Imediatamente desceram armados de facões e começaram a cortá-lo. Tentou se defender com os braços, daí a gravidade dos cortes naquela parte do corpo. Saiu correndo pelo meio da estrada, buscando desesperadamente ajuda de alguém que passasse. Felizmente apareceu um carro da empresa Meta.

Os assassinos, ao verem o veículo, recuaram e foram embora. Perdendo muito sangue, pediu socorro e foi levado para Ubaitaba e, daí, para Itabuna.

"Precisamos, urgente, dar mais repercussão ao fato para que os assassinos não fiquem impunes", afirmou Luedy. Norberto teria dito também que o fato acontecido com ele, deve servir, pelo menos, para coibir os abusos que ocorrem naquela região.

Ele contou que já estava sendo ameaçado de morte, pois já tinha denunciado os madeireiros, e, uma vez, um caminhão foi preso pela polícia local.

"Provavelmente, não fosse a graça divina, ele seria morto e deixado na estrada. Cada um de nós deve denunciar e pedir providências, na sua cidade, nos Conselhos de Meio Ambiente, no Legislativo e Executivo local, com os deputados, com o governo, enfim, não podemos deixar isso por menos", disse Luedy.