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Mudanças no clima deixam capital paulista vulnerável a epidemias de dengue, avaliam especialistas
São Paulo, 11 de março de 2.010 - As mudanças no clima da capital paulista nos últimos anos
transformaram a cidade em uma “candidata forte” a ter grandes epidemias de
dengue, segundo o diretor do Centro de Referência da Dengue de Campos dos Goytacazes (RJ), Luiz José de Souza. Historicamente, o maior número de casos na capital paulista se registra nos meses de março e abril. Como a ocorrência da dengue é anual, principalmente nos meses mais quentes, Gonzalo Vecina destaca a importância de que as medidas de prevenção acompanhem essa periodicidade. “A dengue é que nem limpar casa, todo dia é de limpar casa”. Segundo Vecina, epidemias muito fortes, como as que começam a ocorrer em alguns municípios paulistas, decorrem do descuido das autoridades. Ele explicou que, sempre que a epidemia ocorre e foge do controle, a autoridade pública usou “de maneira inadequada” a sua capacidade de mobilizar as pessoas para que controlassem os locais onde os mosquitos crescem. Para José Luiz de Souza, os problemas de infraestrutura do país impedem a erradicação completa da doença e atrapalham na prevenção. Ele destacou que a melhor prevenção é o trabalho combater o vetor, embora isso seja muito difícil no país, por problemas de infraestrutura. “Condições de saneamento básico, condições habitacionais, temos hoje favelização crescente, abastecimento de água inadequado”. Segundo ele, a única solução definitiva para o problema seria uma vacina que combatesse os quatro tipos de vírus existentes. Fonte: Daniel Melo, Repórter da Agência Brasil
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