
Pará e
Maranhão concentram mais de 40% de empregadores da lista suja do trabalho
escravo
Brasília, janeiro de 2.009 - Das 164 pessoas físicas e jurídicas citadas na
relação de empregadores que contratam trabalhadores em situação análoga à
escravidão, a chamada lista suja, mais de 40% estão concentradas no Pará (46
casos) e no Maranhão (22).
Os dois estados seguem na liderança do ranking, atualizado esta semana pelo
Ministério do Trabalho e Emprego.
A lista
também registra empregadores de Mato Grosso do Sul (18), Tocantins (16), Goiás
(16), Mato Grosso (12), Bahia (11), Piauí (4), Paraná (3), Ceará (3), Santa
Catarina (3), Minas Gerais (3), Rondônia (2) e Amazonas, Rio Grande do Norte,
São Paulo e Espírito Santo, com um registro cada.
A atualização da lista suja incluiu 12 empregadores flagrados pela exploração
ilegal de trabalhadores, entre eles a Cosan, uma das maiores empresas do setor
sucroalcooleiro, dona da rede de postos de combustíveis Esso e fabricante do
açúcar União. A fiscalização que rendeu à Cosan a entrada na lista suja libertou
42 trabalhadores em uma unidade da companhia no município de Igarapava, em São
Paulo.
No total, de acordo com a lista, 314 trabalhadores foram libertados nas
propriedades que passaram a integrar a nova versão do documento. Quem tem o nome
incluído na lista suja fica impossibilitado de obter financiamento em
instituições públicas ou privadas.
O cadastro é atualizado semestralmente e são incluídos na lista os nomes dos
empregadores que não têm mais como recorrer na Justiça. São mantidos no cadastro
aqueles que não quitam as multas de infração, casos de reincidência entre
outros. Na relação, há propriedades incluídas desde 2004.
Para que empregador tenha o seu nome excluído do cadastro, é necessário que por
dois anos, contando a partir da da inclusão, ele tenha corrigido irregularidades
identificadas durante inspeção.
Consulte aqui a lista suja do trabalho escravo
(atualizada em 4 de janeiro de 2010).
Fonte: Luana
Lourenço, Repórter da Agência Brasil
