Brasil gasta US$ 20 milhões por
ano para conservar equipamentos de Angra 3, diz professor
Rio de Janeiro - O professor Aquilino Senra, do Programa de Engenharia Nuclear
da Universidade Federal do Rio de Janeiro, afirma que o Brasil gasta por ano US$
20 milhões na manutenção dos equipamentos comprados para a construção da usina
Angra 3.
"Considerando que o projeto está parado há quase 25 anos, os gastos para a
conservação em todo esse período chegam a cerca de US$ 500 milhões".
Ele acrescenta que, somados aos US$ 750 milhões que o país empregou na compra
dos equipamentos (de acordo com a Eletronuclear, estatal responsável pela
operação de Angra 1 e Angra 2), o Brasil já investiu US$ 1,25 bilhão na usina
nuclear.
Isso, segundo ele, justifica "plenamente" a opção por concluir o projeto,
inclusive "pela questão do respeito ao desperdício".
O professor diz, ainda, que uma usina como Angra 3 demanda entre quatro a cinco
anos para gerar energia, ou seja, para começar a operar. Por isso, a solução
mais viável seria a implementação da usina, até porque, ela tem boa parte dos
equipamentos.
Para Senra, outro fator favorável à construção é a intenção de financiamento
externo para o restante da obra. Em fevereiro de 2007, durante visita à
Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a ministra do
Comércio Exterior da França, Christine Lagarde, confirmou o interesse do governo
francês em participar do projeto, por meio da estatal Areva.
De acordo com ele, o interesse da França decorre do fato de que 80% da energia
elétrica gerada na França vir de usinas nucleares.
Ele avalia outros países estariam interessados apenas em disputar o mercado que
vier a existir a partir da geração de energia nuclear pelo Brasil.
Fonte:
Alana Gandra, Repórter da Agência Brasil