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Cientistas da USP em busca de cura de mais uma doença bovina Desta vez é a vacina contra o HPV bovino.Testes em 300 animais realizados pelo Instituto Butantan são bem sucedidos. Vírus da papilomatose bovina pode levar animais à morte
São Paulo, 04 de janeiro de 2.012 – Testes da vacina contra papilomatose bovina, causada pelo BPV – vírus da mesma família do papilomavírus humano (HPV) –, realizados pelo Instituto Butantan, apresentaram resultados surpreendentes, comprovando a eficácia do produto. De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo – à qual o Butantan está vinculado –, animais que receberam a vacina foram mantidos em campo durante um período de 300 dias em observação e apresentaram resposta imunológica significativa, quando comparados ao grupo de controle. Durante 300 dias, 15 animais foram isolados e receberam uma dose da vacina. Os estudos permitiram ampliar os conhecimentos sobre o ciclo viral e as formas de transmissão. “A vacina já apresentou eficácia nos testes, representando um avanço significativo no tratamento de uma doença pouco compreendida pelos criadores, mas que é extremamente prejudicial para o rebanho”, disse Rita de Cássia Stocco, diretora do Laboratório de Genética do Instituto Butantan. Stocco conduziu o projeto de pesquisa “Interação papilomavírus bovino-genoma da célula hospedeira”, apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular. O desenvolvimento da vacina contra o “HPV” bovino visa proporcionar um incremento na qualidade da criação de gado leiteiro, constantemente prejudicada pelo surgimento de feridas no úbere, o que impossibilita a ordenha. Além disso, a doença também provoca o aparecimento de verrugas, fator que diminui a qualidade do couro, favorece a manifestação de câncer no esôfago ou bexiga e pode causar grande perda financeira aos produtores. O BPV pode levar os animais à morte. Os pesquisadores trabalham em uma vacina de duplo caráter, que seja capaz não apenas de imunizar os animais sadios como tratar aqueles já atingidos pelas doenças ligadas ao vírus. A próxima e última etapa compreenderá testes de durabilidade da vacina. Fonte: FAPESP - http://agencia.fapesp.br/14983
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